Agente da GNR acusado de agredir mulher conhece sentença a 6 de Junho
O Tribunal Judicial de Viana do Castelo marcou hoje para 06 de Junho a leitura da sentença um agente da GNR local acusado de agressão a uma mulher no campo de jogos de Darque.
O agente, de 47 anos, é acusado de crime de ofensas à integridade física, por alegadamente ter dado uma bofetada numa mulher quando a GNR tentava acalmar os ânimos de mais de uma centena de espectadores, que se insurgiam contra a actuação do árbitro da partida.
Os factos remontam a 1 de Fevereiro de 2004 e estão relacionados com o jogo que opôs o Darquense ao Melgacense, que a equipa forasteira acabaria por vencer.
No final do desafio, os adeptos do Darquense manifestaram o seu descontentamento pelo trabalho da equipa de arbitragem e terão mesmo tentado impedir a sua saída do recinto, o que levou ao reforço do contingente da GNR.
Durante o julgamento, o agente acusado negou ter agredido a mulher, afirmando que apenas a mandou afastar- se, depois de esta dar "dois murros" na viatura da equipa de arbitragem e proferir termos insultuosos para os homens do apito.
"Não houve estalo nenhum, apenas abri os braços e mandei a mulher para trás", referiu o agente, sublinhando que em 24 anos de carreira na GNR "nunca ninguém se queixou" de ter sido por ele agredido.
De acordo com a acusação, o agente, quando ajudava a abrir caminho para a saída da viatura dos árbitros, deu "um golpe na cara" da mulher, fazendo-a cair ao chão e provocando-lhe ferimentos ligeiros numa mão, o que a levou a receber tratamento hospitalar.
O arguido alegou que os referidos ferimentos poderiam ter a ver com o facto de a mulher "ter desatado a correr" atrás do carro dos árbitros e, no meio da confusão, ter caído, já fora do campo de jogos.
Esta versão foi desmentida pela mulher, que em tribunal se queixou de ter levado "um valente estalo" e garantiu que nem bateu no carro nem dirigiu impropérios aos árbitros.
Ao longo do julgamento, a defesa tentou provar que a queixosa não consegue identificar inequivocamente o agente que alegadamente a agrediu.