Agentes da PSP de Viseu envolvidos em morte de assaltante recebem ameaças

Os dois agentes da PSP de Viseu que há uma semana estiveram envolvidos numa perseguição policial que resultou na morte de um assaltante receberam ameaças de morte que estão a ser investigadas, revelou hoje fonte policial.

Agência LUSA /

A mesma fonte disse à Agência Lusa que, no próprio dia do funeral do assaltante, atingido no ombro por um tiro de um agente da PSP, apareceram "inscrições no Bairro do S. Tiago, em Aveiro, relativas a ameaças aos polícias".

Segundo a mesma fonte, a vítima mortal, de 22 anos, e os dois presumíveis assaltantes, de 24 e 27 anos, que entretanto ficaram em prisão preventiva, eram de Aveiro.

A PSP de Aveiro e a Polícia Judiciária de Coimbra, que estão a investigar as ameaças juntamente com a PSP de Viseu, já se deslocaram ao local para recolher imagens das inscrições.

"Essas imagens foram difundidas pelo dispositivo das forças de segurança a nível nacional e foram tomadas as medidas necessárias para se verificar quem as terá feito", explicou a mesma fonte.

Por outro lado, foram tomadas "medidas especiais de segurança para com os dois agentes" e restantes elementos da PSP de Viseu, acrescentou.

No passado dia 13, depois de terem sido submetidos a primeiro interrogatório judicial, aproveitando a presença de jornalistas no Tribunal de Viseu, os dois suspeitos lembraram o terceiro membro do grupo, gritando "o assassínio está aí fora".

Na altura do incidente, a PSP de Viseu explicou que, por volta das 03:10 de dia 12, "a polícia recebeu a comunicação de que três homens, usando um Renault Clio cinzento, tentavam furtar um veículo ligeiro na cidade de Viseu".

Os agentes deslocaram-se ao local, mas os presumíveis autores do assalto já tinham fugido, tendo mais tarde sido localizados junto à discoteca The Day After.

Segundo o relato policial, os agentes da PSP mandaram-nos "apear e encostar ao veículo", mas "inesperadamente, um dos suspeitos atacou um agente, atirando-o ao solo e desarmando-o, ao mesmo tempo que lhe apontou uma arma de fogo".

"O agente advertiu-o para largar a arma de fogo e, não sendo obedecido, foi obrigado a disparar para salvar a vida ao colega", justificou a PSP.

Todos os elementos tinham já antecedentes por roubo, furto e agressão a agentes da autoridade.


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