País
Agentes da PSP e militares da GNR em manifestação por melhores condições
Esta quinta-feira é a residência do primeiro-ministro que vai ter à porta uma manifestação. Desta vez, são os agentes da PSP e os militares da GNR que protestam em nome de aumentos salariais, revisão das carreiras e melhorias nas condições de trabalho.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) realizam esta manifestação após vários protestos que ambas organizaram, desde setembro, em diferentes cidades portuguesas.
De acordo com o presidente da ASPP, a manifestação tem como objetivo pressionar o Governo a responder às principais reivindicações das duas forças. Isto porque estes temas estavam previstos no acordo assinado com o Governo em 2024. Citado pela Lusa, Paulo Santos sublinhou que estas questões "ainda não foram concretizadas". A ASPP acusa ainda o governo de, nas negociações em curso, ter apresentado só " ideias, experiências e nada de propostas".
Pelo lado dos militares da GNR, a APG também defende o protesto enquanto decorrem negociações. O presidente da APG, César Nogueira, afirma que "a situação não pode continuar. Os guardas perdem mais de 200 euros por mês devido à falta de alteração de um estatuto remuneratório desatualizado".
Entre estas duas forças, nas últimas semanas tem sido a PSP a estar também no centro das atenções. Em causa a violência das intervenções policiais nos acampamentos pelo direito à habitação.
O maior sindicato da PSP, a ASPP, tem preferido não fazer comentários porque as situações estão “sob a alçada da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) e do Ministério Público (MP), que, a seu tempo, ditarão o seu veredicto”. O comunicado enviado às redações, há dois dias, lembra que “os operacionais no terreno desenvolvem a sua atuação no estrito cumprimento das ordens emanadas”.
Agora, questionado se ponderaram alterar a data da manifestação de hoje, o presidente da ASPP disse que "foi feita uma avaliação", mas "é uma luta que faz todo o sentido e o protesto já estava programado". Paulo Santos considerou o tema da habitação "muito preocupante", sendo também um problema que afeta os polícias.
"Somos sensíveis e solidários com a luta pela habitação. Mas não misturamos os temas, nós somos um sindicato", afirmou o presidente da ASPP.
Agora, questionado se ponderaram alterar a data da manifestação de hoje, o presidente da ASPP disse que "foi feita uma avaliação", mas "é uma luta que faz todo o sentido e o protesto já estava programado". Paulo Santos considerou o tema da habitação "muito preocupante", sendo também um problema que afeta os polícias.
"Somos sensíveis e solidários com a luta pela habitação. Mas não misturamos os temas, nós somos um sindicato", afirmou o presidente da ASPP.
Quanto à manifestação nacional dos agentes da PSP e dos militares da GNR começa às 17h30 no Largo do Carmo e termina junto à residência do primeiro-ministro.
c/ Lusa