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Agricultores de Coimbra exigem reparação do canal de rega do Mondego para garantir culturas

Agricultores de Coimbra exigem reparação do canal de rega do Mondego para garantir culturas

A Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) defendeu hoje a necessidade urgente de reparação do canal de rega do rio Mondego e alertou para o risco de as culturas agrícolas não serem feitas.

Lusa /

"As roturas verificadas nos concelhos de Montemor-o-Velho, Soure e Coimbra, para além de outras que eventualmente ainda não foram detetadas, têm que ser reparadas urgentemente, sem burocracias, de forma que a partir de meados de abril os agricultores possam já utilizar a água para as culturas de arroz e batata, e, em junho, para a cultura do milho", disse a associação em comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a associação, a "destruição das infraestruturas de rega e a inundação dos campos ameaçam a produção" no Baixo --Mondego, com "receios de perda" das campanhas de arroz, milho e batata, "estimando-se prejuízos elevados".

"A destruição de partes do canal de rega principal, que é a principal infraestrutura de rega dos agricultores do Vale do Mondego, põe em risco, em 2026, as culturas".

De acordo com a associação, o canal danificado é fundamental para a rega, mas também para o abastecimento de água à indústria de celulose na Figueira da Foz e outras necessidades no concelho.

Defendeu, por isso, que "é preciso meter mãos à obra já".

"O Governo e consequentemente a APA - Agência Portuguesa do Ambiente, responsável da obra, não podem ficar à espera, têm que definir já medidas e estratégias para que o canal de rega seja reparado, de forma que se possam fazer as culturas".

Para a associação, "não pode acontecer como em 2001 e 2019, em que foi notória a insuficiência das obras de reforço realizadas ao longo dos anos para as necessidades de rega dos agricultores".

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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