Águas residuais da Figueira da Foz vão ser utilizadas em regas

Um sistema de reaproveitamento de águas residuais para rega de espaços verdes entra hoje em funcionamento na Figueira da Foz, permitindo poupar mais de 13 mil litros de água potável por dia, disse fonte da autarquia.

Agência LUSA /

O sistema passa por utilizar águas residuais que, depois de tratadas na estação de tratamento da Zona Urbana da cidade, servirão para abastecer os auto-tanques da Câmara Municipal, responsáveis pela rega de alguns espaços verdes, árvores e lavagem de ruas.

"Vai permitir poupar uma média diária de 13.700 litros de água da rede pública", disse à Agência Lusa Ricardo Silva, vereador da autarquia.

Nos meses de Verão, nomeadamente Julho e Agosto, a poupança diária ascende, segundo o vereador, "aos 30 a 35 mil litros".

No total, por ano, serão cerca de cinco milhões os litros de água potável que o novo sistema permite poupar, um volume equivalente a duas piscinas olímpicas.

Os auto-tanques, utilizados para rega em espaços onde não existem aspersores automáticos, eram até agora abastecidos com água da rede pública em vários pontos da cidade.

"Passam a fazê-lo na ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), onde está instalada uma bomba. Esta canaliza a água para uma boca-de-incêndio, onde os camiões vão abastecer", afirmou Ricardo Silva.

O novo sistema, que será utilizado a partir de hoje, estava previsto para começar a funcionar em Agosto, "mas dada a situação de seca que o país atravessa, foi antecipado", explicou.

Em Abril, em declarações à Lusa, Helena Marecos do Monte, coordenadora de um grupo de trabalho que elabora uma norma portuguesa sobre o uso de águas residuais, defendeu o reaproveitamento dos caudais das ETAR.

Segundo a especialista, tratar os efluentes urbanos em ETAR e despejá-los directamente nos rios ou no mar é um desperdício, já que poderiam ser utilizados para regar terrenos agrícolas, jardins ou espaços desportivos, como campos de golfe.

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