Aldeia onde desapareceu Joana transformada em local de peregrinação

A povoação de Figueira, onde a 13 de Setembro desapareceu a pequena Joana, converteu-se hoje num local de romaria para muitos curiosos, mas as buscas do corpo da menina por parte das autoridades prosseguiram a baixo ritmo.

Agência LUSA /

Só da parte da manhã, a Polícia Judiciária, em colaboração com a GNR, levou o tio da criança - que o Tribunal de Portimão, já esta madrugada, decidiu deixar em liberdade com apresentações periódicas nas autoridades - a alguns locais onde o suspeito teria alegadamente depositado o corpo da menina.

Os agentes e o irmão da mãe da Joana fizeram a pé o percurso de cerca de 800 metros entre a ribeira do Farelo e a casa, mas o suspeito teve que ser introduzido dentro de uma viatura da GNR devido às ameaças dos populares que seguiam as movimentações.

Da parte da tarde, as buscas centraram-se junto à ribeira da Torre, a alguns quilómetros da aldeia, mas não chegou a ser feita qualquer escavação ou revolução de terrenos.

A aldeia de Figueira converteu-se entretanto num local de romaria para inúmeros forasteiros curiosos e, tanto no centro da aldeia, como junto à casa da família de Joana era hoje difícil encontrar um local livre para estacionar.

No café da aldeia - onde inicialmente a mãe alegara que Joana teria ido às compras - era esta tarde quase impossível encontrar uma mesa vazia e vários tipos de comida esgotaram cedo.

"Nunca mais acaba este pesadelo", desabafava uma habitante da aldeia, incomodada com a má fama que os últimos acontecimentos estão a dar à terra, que há vários dias é percorrida incessantemente por agentes da PJ à paisana, jipes da GNR, jornalistas e forasteiros.

O tribunal de Portimão decidiu já de madrugada a prisão preventiva de Leonor Cipriano, acusada da morte de Joana Guerreiro, de 8 anos, e determinou apresentações periódicas ao irmão da alegada assassina.

Detidos quinta-feira pela Polícia Judiciária, a mãe da criança viu as suspeitas confirmadas pela juíza do tribunal de Portimão, que decidiu a sua prisão preventiva, enquanto o seu irmão e tio da jovem assassinada fica sujeito a apresentações periódicas às autoridades.

Segundo explicara fonte da GNR à Lusa, a mãe da criança disse que o corpo de Joana Guerreiro tinha sido "escondido perto de casa até por volta da 01:00 (de dia 13) e depois transportado pelo tio, dentro de um saco de plástico, e enterrado na zona onde apanham berbigão", local onde decorreram as buscas.


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