Alteração da legislação para evitar praxes violentas na ordem do dia

O caso dos estudantes da Universidade Lusófona que morreram na praia do Meco levantou a hipótese de se proibirem as praxes. Porém, há quem acredite que não é a melhor solução, até porque a lei já prevê punições para os excessos.

Nuno Rodrigues /

Foto: Nuno Patrício/Antena1

O reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, considera que não falta legislação sobre a praxe, visto que quando há crimes a sua punição está prevista na lei. O dirigente admite à Antena 1 que esteja a haver alguma complacência e sublinha que deve haver bom senso.

O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado avisa que nesta altura não faz sentido debater o assunto relacionando a praxe com a violência e o crime. Ouvido pela Antena 1, João Redondo pede serenidade, defendendo que este não é melhor momento para elaborar sobre estas matérias.

A presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Filipa Silva, afirma à Antena 1 que as instituições de ensino superior não devem proibir as praxes, pois só agravaria as tornaria clandestinas e fora do controlo das associações académicas e das universidades e politécnicos.

(com Sandra Henriques)
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