Alunos da Escola secundária de Carnaxide concentrados para exigir mais funcionários

Alunos da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Carnaxide, estão concentrados desde as 07:00 de hoje à porta do estabelecimento, em protesto contra a falta de funcionários, que afirmam prejudicar "gravemente" os estudantes.

Agência LUSA /

Cerca das 07:00 de hoje, os alunos encerraram a escola a cadeado, que acabou por ser retirado cerca de uma hora depois devido à intervenção da polícia, contou à agência Lusa Luís Baptista, vice- presidente da Associação de Estudantes, que promoveu do protesto.

Mas, mesmo sem os cadeados, os alunos decidiram protestar, faltando às aulas e concentrando-se à porta da escola, onde chegaram a estar mais de 600 alunos, segundo Luís Baptista.

"A escola tem falta de funcionários e, por causa disso, o bar, a reprografia, a papelaria e a biblioteca têm de encerrar mais cedo.

Isto prejudica muito o dia-a-dia dos alunos", sublinhou.

Até às 11:00 de hoje, apenas entraram na escola cerca de dez alunos que tinham testes e não podiam faltar por receio de ser prejudicados nas notas de final do ano, adiantou o porta-voz dos estudantes.

Em declarações à Lusa, a presidente do Conselho Executivo da escola, Maria da Graça Ramos, confirmou que a falta de funcionários no estabelecimento tem prejudicado alguns serviços da escola, que estão "assegurados no mínimo".

Segundo a responsável, para esta situação contribuíram vários factores: "há funcionários doentes, outros rescindiram os contratos e outros foram transferidos para outras escolas".

Questionada pela Lusa se concordada com a posição dos alunos, Maria da Graça Ramos disse estar contra, apesar de reconhecer a "legitimidade" dos alunos para o fazer.

"Embora seja justo [o protesto], os alunos não devem interceder desta forma", afirmou a responsável, aconselhando os alunos a manifestar a sua posição por escrito ao Ministério da Educação.

Luís Baptista discorda desta posição, afirmando que "escrever cartas é o trabalho do Conselho Executivo. Os alunos têm o direito de protestar e é uma forma de o Ministério da Educação os ouvir".

Maria da Graça Ramos adiantou que a escola já fez os contactos necessários com a Direcção Regional de Educação, que respondeu que este ano lectivo já não é possível resolver a situação por falta de pessoal.

O presidente da Associação de Estudantes, David Leão, salientou, por seu turno, que embora o ano lectivo esteja no fim, os estudantes têm de ler, tirar fotocópias e estudar.

Para reivindicar ao Ministério da Educação mais funcionários para o estabelecimento de ensino, a Associação de Estudantes colocou hoje a circular um abaixo-assinado na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, que tem 820 alunos.

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