Alunos da UMinho contestam "segundo maior aumento" de propinas da década
Braga, 13 jun (Lusa) - Os estudantes da Universidade do Minho aprovaram hoje por unanimidade uma moção "de luta" contra o aumento de quase 30 euros na propina para o ano letivo de 2013/ 2014, "o segundo maior da década".
Em Reunião Geral extraordinária, os alunos da academia minhota aprovaram ainda uma petição na qual "solicitam aos membros do Conselho Geral da Universidade do Minho (UMinho) que votem contra a atual proposta de aumento de propinas", que fixará a propina em 1066 euros anuais.
O aumento da propina na instituição minhota vai ser discutido e votado na próxima reunião do conselho geral da UMinho, dia 01 de julho.
Segundo explicou o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho os estudantes aprovaram esta tarde "formas de luta e esclarecimento" sobre as consequências do referido aumento.
"Será feito um grande trabalho de divulgação sobre aquilo que é a posição dos estudantes sobre mais um aumento de propinas, a proposta do segundo maior aumento de propinas da década, seja com uma imagem nos campi, na internet, a dar conta disso mesmo, seja com a promoção de um abaixo-assinado aberto a toda a comunidade académica, seja através das reuniões com os restantes membros do Conselho Geral", apontou.
O objetivo, disse, é "tentar com que aqueles que são os decisores sobre esta matéria, quer ao nível do Senado Académico, quer ao nível do Conselho Geral, conheçam as posições dos estudantes sobre esta matéria".
O valor da propina é fixado pelo conselho geral da UMinho, após proposta do reitor que, explicam os estudantes, "vai no sentido de uma atualização do valor da propina em função da inflação, registando-se um aumento de 28,80 euros, passando a propina a fixar-se nos 1066 euros".
Mas, defende a academia, "esta proposta vai contra o princípio constitucional do esforço progressivo pela gratuitidade de todos os graus de ensino, consagrado na alínea d) do número 2 do artigo 74.º da Constituição da República Portuguesa".
Além da questão legal, Carlos Videira lembrou também um argumento social.
"É preciso ter em conta as dificuldades que os alunos vão tendo cada vez mais, e as suas famílias, sobretudo as mais desfavorecidas, uma classe média que está completamente asfixiada e que não tem disponibilidade para pagar mais", referiu.