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Amazing Amezian: "Quero saber o que Spielberg pensa, não o que os críticos pensam dele"
O autor e ilustrador Amazing Amezian revelou que há vários anos queria dedicar um livro a Steven Spielberg, mas só encontrou a abordagem certa depois de ver o filme "Os Fabelmans", a obra autobiográfica em que o realizador revisita a infância.
Em entrevista, à jornalista Margarida Vaz, o ilustrador Amezian explicou que o livro “Spielberg” integra uma série dedicada a grandes nomes do cinema, iniciada com Martin Scorsese e continuada com obras sobre Quentin Tarantino, Francis Ford Coppola e Sergio Leone. O próximo volume será dedicado a Clint Eastwood.
“A narrativa tem de ser contada pelo próprio realizador”
A principal característica destes livros é a escolha de uma narrativa em primeira pessoa. Segundo o autor, o objetivo não é analisar os filmes a partir do olhar da crítica, mas reconstruir a vida e a carreira dos realizadores através das suas próprias palavras.
“Não preciso de saber se um jornalista gostou ou não de um filme. Quero saber o que Spielberg pensa.” diz Amazing Amezian.
Para construir o livro, Amezian baseou-se sobretudo em entrevistas áudio concedidas por Spielberg ao longo dos anos. As biografias serviram apenas para confirmar datas e acontecimentos.
O autor explicou que o desafio foi compreender como alguém marcado por dificuldades familiares durante a infância conseguiu construir uma carreira quase inteiramente feita de sucessos. “O mais interessante foi perceber como se foi renovando e em que momento passou para um cinema mais sério.”
A descoberta que mais surpreendeu Amazing Amezian
Durante a investigação, Amazing Amezian encontrou episódios menos conhecidos da vida privada de Spielberg que o ajudaram a compreender melhor a sua personalidade.
Uma das revelações que mais o surpreendeu foi o facto de o realizador não querer inicialmente ter filhos. “Ele dizia que ainda era uma criança e que não sabia lidar com a vida quotidiana.”
O autor recorda também um episódio em que Spielberg, já milionário, pediu a Barbara Streisand para ser ela a tratar da compra de uma casa para ele, porque a sua principal preocupação era saber se existia espaço suficiente para instalar os seus videojogos.
Mais tarde, o contacto próximo com crianças durante as filmagens acabou por alterar a sua perspetiva sobre a paternidade. Spielberg percebeu que tinha uma grande
facilidade em trabalhar com os mais novos, especialmente durante a produção d o filme “Encontros Imediatos do Terceiro Grau”.
A influência de The Fabelmans
Amazing Amezian admite que durante muito tempo não encontrou um ponto de vista adequado para escrever e desenhar sobre Spielberg. A situação mudou quando viu o filme “Os Fabelmans”. “Quando vi que ele estava a contar a sua própria infância, percebi finalmente como podia contar esta história.”
Para o autor Amazing Amezian, foi essa dimensão humana e autobiográfica que lhe permitiu construir uma narrativa coerente sobre a vida do realizador.
Ilustrações inspiradas nos videojogos dos anos 70 e 80
O aspeto visual do livro de banda desenhada “Spielberg” foi pensado para refletir as diferentes épocas da carreira de Spielberg.
Como a narrativa atravessa os finais dos anos 70 e o início dos anos 80, Amezian optou por uma estética inspirada nos videojogos de 8 bits. “Pensei que seria interessante recriar esse universo visual com gráficos de videojogo.”
A escolha estende-se a referências como “Os Salteadores da Arca Perdida” em que o autor se divertiu a representar Indiana Jones num estilo próximo dos primeiros jogos eletrónicos.
Uma fórmula que já conquistou leitores
“A narrativa tem de ser contada pelo próprio realizador”
A principal característica destes livros é a escolha de uma narrativa em primeira pessoa. Segundo o autor, o objetivo não é analisar os filmes a partir do olhar da crítica, mas reconstruir a vida e a carreira dos realizadores através das suas próprias palavras.
“Não preciso de saber se um jornalista gostou ou não de um filme. Quero saber o que Spielberg pensa.” diz Amazing Amezian.
Para construir o livro, Amezian baseou-se sobretudo em entrevistas áudio concedidas por Spielberg ao longo dos anos. As biografias serviram apenas para confirmar datas e acontecimentos.
O autor explicou que o desafio foi compreender como alguém marcado por dificuldades familiares durante a infância conseguiu construir uma carreira quase inteiramente feita de sucessos. “O mais interessante foi perceber como se foi renovando e em que momento passou para um cinema mais sério.”
A descoberta que mais surpreendeu Amazing Amezian
Durante a investigação, Amazing Amezian encontrou episódios menos conhecidos da vida privada de Spielberg que o ajudaram a compreender melhor a sua personalidade.
Uma das revelações que mais o surpreendeu foi o facto de o realizador não querer inicialmente ter filhos. “Ele dizia que ainda era uma criança e que não sabia lidar com a vida quotidiana.”
O autor recorda também um episódio em que Spielberg, já milionário, pediu a Barbara Streisand para ser ela a tratar da compra de uma casa para ele, porque a sua principal preocupação era saber se existia espaço suficiente para instalar os seus videojogos.
Mais tarde, o contacto próximo com crianças durante as filmagens acabou por alterar a sua perspetiva sobre a paternidade. Spielberg percebeu que tinha uma grande
facilidade em trabalhar com os mais novos, especialmente durante a produção d o filme “Encontros Imediatos do Terceiro Grau”.
A influência de The Fabelmans
Amazing Amezian admite que durante muito tempo não encontrou um ponto de vista adequado para escrever e desenhar sobre Spielberg. A situação mudou quando viu o filme “Os Fabelmans”. “Quando vi que ele estava a contar a sua própria infância, percebi finalmente como podia contar esta história.”
Para o autor Amazing Amezian, foi essa dimensão humana e autobiográfica que lhe permitiu construir uma narrativa coerente sobre a vida do realizador.
Ilustrações inspiradas nos videojogos dos anos 70 e 80
O aspeto visual do livro de banda desenhada “Spielberg” foi pensado para refletir as diferentes épocas da carreira de Spielberg.
Como a narrativa atravessa os finais dos anos 70 e o início dos anos 80, Amezian optou por uma estética inspirada nos videojogos de 8 bits. “Pensei que seria interessante recriar esse universo visual com gráficos de videojogo.”
A escolha estende-se a referências como “Os Salteadores da Arca Perdida” em que o autor se divertiu a representar Indiana Jones num estilo próximo dos primeiros jogos eletrónicos.
Uma fórmula que já conquistou leitores
Amazing Amezian diz que muitos dos leitores que chegam ao livro sobre Spielberg já conhecem os volumes anteriores dedicados a outros realizadores.
O ilustrador considera que a combinação entre biografia, narrativa em primeira pessoa e ilustração tem funcionado junto do público, permitindo abordar figuras centrais da história do cinema de uma forma acessível sem perder o rigor documental.
Deseja uma boa leitura aos ouvintes da Antena 1.
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