Amieira Marina aumenta para 15 a frota de barcos-casa

Portel, Évora, 19 Jun (Lusa) - A Amieira Marina, empresa de actividades náuticas no Alqueva, adquiriu dois novos barcos-casa, num investimento de 267 mil euros, aumentando para 15 a frota daquelas embarcações em dois anos de actividade, revelou hoje a empresa.

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Os dois novos barcos-casa, um Nicol`s-1010 e um Nicol`s-1070, têm capacidade para oito e dez pessoas, respectivamente, encontrando-se equipados com camas, cozinha completa, reserva de água potável, duche exterior, barbecue, rádio com CD e televisão com DVD.

As embarcações deverão chegar e ser lançadas à água dentro de uma semana (dia 26), possibilitando à Amieira Marina aumentar a sua oferta total e simultânea de barcos-casa no lago de Alqueva para 104 pessoas.

O conceito dos barcos-casa, já em voga há anos em vários países, nomeadamente europeus, foi lançado em 2006 na albufeira de Alqueva pela Amieira Marina, empresa de turismo e serviços náuticos estabelecida nas margens daquele que, à cota máxima, será o maior lago artificial da Europa.

Em declarações à agência Lusa, Eduardo Lucas, sócio-gerente da empresa, garantiu que, com as novas aquisições, fica praticamente concluída a primeira fase do projecto da Marina da Amieira, no concelho de Portel (Évora), num investimento aproximado dos quatro milhões de euros.

Uma marina, onde se encontram as embarcações e que disponibiliza lugares de amarração, oficina, edifício de recepção com loja e bar e um restaurante panorâmico são as valências já disponibilizadas, a par da realização de passeios pelo "Grande Lago" em barcos de cruzeiro, numa parceria com a Gestalqueva (que envolve a empresa promotora do Alqueva e as autarquias ribeirinhas).

"Começámos a operar ainda sem estruturas no terreno, só na água, mas no ano passado concluímos o edifício principal e este ano abriu o restaurante. Estamos a finalizar esta primeira fase e a Câmara Municipal está a alcatroar a estrada da Amieira até à marina", disse.

A evolução tem sido "sustentada" e o objectivo é, a partir de agora, "consolidar o que está feito" e, uma vez criado o pólo de desenvolvimento turístico de Alqueva, com aumento da procura e das valências ligadas ao turismo, construir um hotel, caso se "justifique" o investimento.

No que toca aos barcos-casa, preparados para lagos com as características do Alqueva e que não requerem "carta", permitindo a qualquer turista conduzi-los, a empresa começou com cinco embarcações, atingindo agora as 15 unidades, adaptadas a grupos de diferentes dimensões.

"Queremos uma variedade de barcos que permita dar opções aos clientes, desde os que se podem alugar para duas pessoas, até aos que levam 12", referiu Eduardo Lucas.

Nestes dois anos de actividade, os mercados mais fortes dos barcos-casa foram o francês, alemão e suíço, pela "tradição dos passeios náuticos" nesses países, assim como o espanhol, devido à "proximidade geográfica".

"Mas temos clientes de muitos outros países, como Israel, Canadá, Estados Unidos, República Checa, Itália, Rússia, Luxemburgo, Holanda ou Emirados Árabes Unidos", adiantou à Lusa, acrescentando que a Amieira Marina recebe "tanto grupos de amigos como famílias", sendo os turistas das "mais variadas faixas etárias".

Os estrangeiros, "no mínimo", navegam uma semana pelo lago alentejano, enquanto que os portugueses, cuja adaptação ao novo conceito de lazer tem sido "progressiva", começaram por "passar apenas uma noite" nos barcos-casa, mas agora "já repetem a experiência e por períodos mais alargados".

"Ao fim-de-semana, estamos com um número de reservas muito interessante da parte dos portugueses e esperamos que, com o fim das aulas e com as crianças de férias, possam vir mais durante a semana, onde podem desfrutar de preços mais baratos", disse.

Na primeira época, a empresa previa ter 50 blocos de reservas (períodos superiores a três dias de aluguer), mas atingiu os 72, enquanto que, na segunda, pretendia chegar às 150 e fechou o ano com 176.

"Este ano, queremos ter 300 e, ainda mal começou o bom tempo, já levamos 180 reservas", disse, explicando que, se o objectivo desta época for alcançado, representará "1.800 a duas mil pessoas" só nos alugueres dos barcos-casa, sem contabilizar os passeios nos barcos de cruzeiro.

"O ano passado transportámos 18 mil passageiros e, este ano, pretendemos atingir os 30 mil", disse.

RRL.

Lusa/Fim


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