Amigo do Papa deixa Évora e regressa às origens como bispo coadjutor de Vila Real

Évora, 08 Jan (Lusa) - Considerado o "português que mais conviveu" com o actual Papa Bento XVI, o novo bispo coadjutor de Vila Real, D. Amândio José Tomás, hoje nomeado, regressa às origens, deixando o cargo de bispo auxiliar de Évora.

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D. Amândio José Tomás, que era bispo auxiliar de Évora desde 2002, foi hoje nomeado coadjutor da diocese de Vila Real, assumindo as funções do bispo titular, D. Joaquim Gonçalves, que se encontra na Casa Episcopal de Coimbra desde Outubro, a aguardar por um transplante de coração.

O novo bispo coadjutor de Vila Real, diocese da qual é natural, é considerado como o "português que mais conviveu" com o Papa Bento XVI, de quem é amigo há mais de 20 anos.

Nascido a 23 de Abril de 1943, na aldeia de Dadim, concelho de Chaves, distrito de Vila Real, D. Amândio Tomás entrou no Seminário de Vila Real em Outubro de 1955, sendo ordenado sacerdote 12 anos depois.

Enviado para Roma, frequentou a Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana, onde obteve a licenciatura, em Junho de 1969.

Depois de passagens pelo Seminário Maior de Lamego, pelo Seminário da sua diocese de Vila Real e pelo Seminário Maior do Porto, regressou a Roma em 1976, para se matricular em Sagrada Escritura no Pontifício Instituto Bíblico, onde obteve licenciatura em 1980.

Em Dezembro desse mesmo ano, também em Roma, foi nomeado Vice-Reitor do Colégio Português e, dois anos depois, após a eleição episcopal de D. Teodoro de Faria, garantiu, no mesmo cargo, a direcção do colégio.

Foi oficialmente nomeado Reitor do Pontifício Colégio Português em Outubro de 1982, pela Congregação da Educação Católica, funções que desempenhou até 2001, quando passou a ser bispo titular de Feradi Maior.

Na Basílica de São Pedro, em Roma, a 06 de Janeiro de 2002, o Papa João Paulo II ordenou D. Amândio Tomás como bispo auxiliar de Évora, entrando na arquidiocese alentejana no dia 20 do mesmo mês.

A nomeação, hoje anunciada, como novo bispo coadjutor de Vila Real representa um regresso às suas origens, tanto familiares, como religiosas.

A diocese de Vila Real está há três meses sem bispo titular, devido à debilidade cardíaca de D. Joaquim Gonçalves.

RRL/JPA/PLI.

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