Amigos de Olivença fazem protesto em Évora
O Grupo de Amigos de Olivença (GAO) colocou faixas contra os "200 anos de ocupação espanhola de Olivença" junto ao Convento do Espinheiro, em Évora, onde hoje começa a XXI Cimeira Luso Espanhola.
Ao lado da estrada de acesso à unidade hoteleira onde vão reunir-se os primeiros-ministros português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, elementos do GAO colocaram duas faixas, presas às árvores.
"Olivença é terra portuguesa", pode ler-se numa delas, de dez metros de comprimento e de fundo branco, escritas a verde garrafal.
Quatro dirigentes do GAO estão já no local, empunhando uma bandeira de Olivença (verde e amarela) para reivindicar a "portugalidade" daquela localidade .
Fernando Castanhinha, responsável pela delegação de Évora do GAO, justi ficou hoje à agência Lusa a realização do protesto com a necessidade do Estado p ortuguês "adoptar uma atitude mais activa na defesa de Olivença como parte do te rritório nacional".
"Queremos sensibilizar a opinião pública para este problema e pressiona r o governo português, pois, após 200 anos de ocupação espanhola de Olivença, já é tempo de acabar com a passividade e ter atitude mais activa para que esse ter ritório seja devolvido a Portugal", disse.
Segundo Fernando Castanhinha, Olivença "sempre foi portuguesa e assim d eve continuar a ser".
"Foi conquistada pelos espanhóis uma ou duas vezes, ao longo dos século s, durante as guerras, mas depois, já em tempo de paz, regressou sempre a Portug al", frisou, garantindo que Espanha, em 1815, "assinou um tratado comprometendo- se a devolver o território aos portugueses, o que não aconteceu".
O GAO esclarece ainda que se limita a "dar visibilidade e voz a uma pos ição que é a do Estado português", já que "Portugal, desde 1817, não reconhece que Olivença seja espanhola e nega a delimitação da fronteira nessa zona".
Com as faixas que já se encontram penduradas junto à estrada que vai se r percorrida pela comitiva que participa na XXI Cimeira Luso Espanhola, o GAO qu er que este problema "esteja à vista de todos", principalmente de José Sócrates e de José Luis Rodriguez Zapatero.