Animais com anticorpos abatidos hoje, análises proseguem - DGV
Os quatro caprinos detectados no Alentejo com anticorpos do vírus da doença de língua azul vão ser abatidos hoje e as explorações onde foram localizados sujeitas a novas análises, avançou à Lusa fonte da Direcção-Geral de Veterinária.
Agrela Pinheiro, director-geral de Veterinária, realçou que nenhum dos quatro caprinos apresentava sintomas da doença, apenas os anticorpos, o que indica que estiveram em contacto com o vírus, presumivelmente antes de terem entrado em Portugal.
Agrela Pinheiro adiantou que o risco de infecção da doença, que se manifesta em caprinos, ovinos e bovinos e é transmitida através dos mosquitos, "é muito baixo", porque não foi detectada, até agora, qualquer circulação do vírus.
O grau de risco "seria completamente diferente se, em vez dos anticorpos, tivessem sido detectados animais com sintomatologia ou com o próprio vírus", pormenorizou o director-geral de Veterinária.
Os quatro caprinos foram identificados na sequência de uma acção de vigilância desencadeada pela Direcção-Geral de Veterinária (DGV) às explorações com animais provenientes de Espanha, depois de as autoridades espanholas terem comunicado, a 14 de Outubro, a suspeita de casos da doença de língua azul em Cádiz.
Posteriormente, foram detectados casos na Estremadura espanhola, tendo as autoridades daquele país interditado a mobilidade dos animais nesta província e na Andaluzia.
Das 10 explorações analisadas no sul de Portugal, foram identificados quatro animais com anticorpos do vírus em duas delas, na Amareleja e na Vidigueira.
A doença de língua azul ou febre catarral ocorre sazonalmente e caracteriza-se por febre, inchaço da face, escorrimento nasal, lesões musculares, ausência de apetite, perda de peso e morte.
A doença não é transmissível ao homem e possui um impacto económico elevado devido à grande mortalidade que provoca entre os animais, frisou o director-geral de Veterinária.
As explorações onde os animais foram detectados vão ser desinfestadas e sujeitas a novas análises, cujos resultados deverão ser conhecidos sexta-feira.
Das dez explorações analisadas falta ainda conhecer o resultado das análises em "duas ou três", adiantou Agrela Pinheiro.