Antigo director da Judiciária adepto de uma polícia única

José Santos Cabral, antigo director nacional da Polícia Judiciária, está certo que só a criação de uma polícia única em Portugal poderá resolver muitos dos problemas com que as polícias nacionais se debatem actualmente. Juntar PJ, GNR e PSP é a solução.

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Apoio à criação de uma polícia única em Portugal RTP

Concentrar os poderes dispersos por todas as forças de segurança é a solução apresentada por José Santos Cabral. Em declarações ao DN o antigo director nacional da polícia judiciária defende assim a criação de uma polícia única em Portugal.

Nem interessa discutir desde já qual será o Ministério que irá tutelar essa polícia única em Portugal, da Justiça ou da Administração Interna, o importante é concentrar a informação que, neste momento, se encontra dividida por vários órgãos de investigação criminal.

Para o antigo responsável da Polícia Judiciária não avançar com a criação de uma polícia única é perder a batalha contra o crime organizado no nosso país já que os criminosos estão cada vez mais bem organizados e preparados.

“Estou a pensar na criminalidade organizada, como a financeira, onde é preciso saber quem a combate”, refere o agora juiz do Supremo Tribunal de Justiça em declarações ao DN.

Santos Cabral refere ainda que o importante “é discutir quantas polícias e que diálogo queremos” e apresenta exemplos a seguir. “Devíamos fazer como os austríacos que criaram uma única polícia e que têm dado resposta muito eficaz a novos problemas, como o terrorismo.”

É bom lembrar que não é a primeira vez que a criação de uma polícia única chega à discussão pública, embora o tema tenha resvalado mais para a concentração das polícias actualmente existentes num único Ministério.
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