Última Hora
Tensão com Irão. EUA ordenam a soldados que se retirem de base militar no Catar

António Costa no parlamento destaca evolução da economia

O primeiro-ministro vai esta quarta-feira ao parlamento para mais um debate sobre política geral, no qual deverá destacar a evolução da economia em contraponto com o foco da oposição nos incidentes que envolvem o ministro João Galamba.

Lusa /
António Costa vai querer falar de economia e a oposição do "caso Galamba" Mário Cruz - Epa

Numa altura em que a polémica em torno do ministro das Infraestruturas domina o espaço mediático, António Costa deverá insistir nos dados do crescimento económico e da reduzida taxa de desemprego para desviar o foco do debate político do chamado caso Galamba.

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, está envolvido em várias polémicas, nomeadamente a sua eventual responsabilidade na marcação de uma reunião entre deputados do PS e a ex-presidente executiva da TAP antes de a gestora francesa ir à comissão parlamentar de economia.

No âmbito da comissão parlamentar de inquérito sobre a TAP, foram conhecidos episódios considerados mais graves e insólitos: agressões no gabinete do ministro; um computador levado do ministério com informação classificada por um ex-adjunto (Frederico Pinheiro) que pouco antes tinha sido demitido; e recurso ao Serviço de Informações e Segurança (SIS) para a recuperação desse computador.

O debate acontece num momento de distanciamento do Presidente da República em relação a Costa e quando a oposição exige não apenas a demissão de João Galamba, como o conhecimento pormenorizado da intervenção de membros do Governo sobre o envolvimento do SIS.

António Costa tem afirmado que não teve conhecimento prévio da comunicação ao SIS do incidente com o computador e, perante os pedidos para a demissão da secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Graça Mira Gomes, designadamente por parte do PSD, defende a legalidade da atuação do SIS num caso que caracteriza como corriqueiro.

O primeiro-ministro tem sustentado a tese da existência de uma diferença entre o plano mediático e as “reais preocupações” dos cidadãos com as condições de vida, contrapondo com dados sobre a evolução da economia, como o crescimento de 2,4% no primeiro trimestre - um dos maiores da União Europeia -, a par de perspetivas de redução gradual da inflação e da dívida.

Tem também acentuado a ideia de que “a direita” quer precipitar uma crise política “artificial” antes de os benefícios económicos chegarem à vida da generalidade dos cidadãos.
 


PUB