António Costa quer tempos dos semáforos ajustados aos peões

O candidato socialista a presidente da Câmara de Lisboa lamentou o "elevado" número de atropelamentos e defendeu medidas que reforcem a segurança nas passadeiras e uma alteração dos tempos dos semáforos em benefício dos peões.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

As declarações de António Costa foram proferidas a meio de uma acção de campanha na Avenida da Liberdade, dedicada a questões do ambiente e da segurança rodoviária.

Segundo os dados do candidato do PS a presidente da Câmara de Lisboa, em 2006 houve 252 acidentes com vítimas na cidade, dos quais 101 foram atropelamentos.

Desses 101 atropelamentos registados na cidade, António Costa diz que resultaram 11 mortes e cerca de 150 feridos com alguma gravidade".

"Estes números mostram que Lisboa é insegura para o peão. Por isso, impõem-se medidas para reforçar a segurança de quem circula a pé na cidade", defendeu o ex-ministro de Estado e da Administração Interna.

Costa propôs então medidas de reforço da segurança no atravessamento das passadeiras e uma alteração da temporização dos semáforos.

"Temos que ter o tempo dos semáforos calculado para a capacidade dos peões e não para ansiedade dos automobilistas", salientou.

Antes destas declarações, os membros da comitiva da candidatura socialista atravessaram a pé, nas passadeiras, a Avenida da Liberdade de um lado ao outro.

Tudo para demonstrar que é impossível um peão atravessar a Avenida da Liberdade de uma só vez, sendo necessário, na melhor das hipóteses, fazer duas paragens na travessia das duas faixas laterais e da central.

"A via verde não está feita para os peões mas para as viaturas", apontou António Costa.


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