António Preto quer julgamento feito separadamente
António Preto solicitou ao Tribunal que o seu julgamento seja feito separadamente dos restantes arguidos caso na próxima terça-feira o início do julgamento seja de novo suspenso por haver processos fiscais pendentes dos arguidos Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério.
Recorde-se que os arguidos e empresários da construção civil Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério têm outros processos pendentes em tribunais administrativos e fiscais de Sintra e Funchal, o que levou à suspensão do início do julgamento.
Face a esta situação a defesa de António Preto, em caso de nova suspensão dos trabalhos, pede que o deputado seja julgado em separado dos dois empreiteiros e da empresa Serbro-Construções Imobiliárias.
António Preto e os dois empreiteiros respondem em julgamento, em co-autoria, por um crime de fraude fiscal qualificada, estando o primeiro ainda acusado de um crime de falsificação de documento, num processo em que o Ministério Público alega que, entre Abril e Outubro de 2002, o deputado recebeu dos arguidos Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério um montante aproximado de 150 mil euros em numerário, "sem que tivesse prestado serviços como advogado que justificassem tais recebimentos".
Por sua vez António Preto alegou que "o dinheiro e valores que recebeu constituem exclusivamente o produto do seu trabalho e do seu saber, o devido pagamento de prestações continuadas de serviços à Serbro".