País
"Apanhado no Parlamento". Fabian Figueiredo denuncia e pede inquérito após vídeo publicado por Ventura
Fabian Figueiredo denunciou e pediu que se abrisse um inquérito depois de André Ventura ter publicado um vídeo nas redes sociais, captado na Assembleia da República e com imagens do deputado do Bloco de Esquerda, no qual o acusa de ter fingido estar a coxear depois das manifestações.
Na Assembleia da República decorria o debate e votação da proposta do Orçamento do Estado para 2027 e, nas redes sociais, André Ventura publicava um vídeo no qual se vê Fabian Figueiredo, em diversos momentos no edifício.
“Líder parlamentar do BE diz que foi agredido pela polícia”, é como começa o vídeo que o líder do Chega publicou durante a tarde desta quarta-feira, com imagens recolhidas sem autorização do deputado do Bloco de Esquerda e no interior da Assembleia da República.
Na legenda Ventura escreveu: “o líder parlamentar do Bloco de Esquerda diz que anda coxo porque foi agredido pela polícia nas manifestações. Mas foi apanhado no Parlamento! Vejam este vídeo até ao fim!!!”
Fabian Figueiredo fez, entretanto, uma exposição do sucedido e um requerimento para um inquérito, dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.
No requerimento, a que a RTP Notícias teve acesso, o deputado denuncia que “o Deputado do Partido CHEGA André Claro Amaral Ventura publicou nas suas contas das redes sociais X, Instagrarn, Facebook e TikTok imagens do signatário captadas nos corredores do Palácio de São Bento, no interior das instalações da Assembleia da República”.
Além disso, são imagens “captadas sem o conhecimento e sem o consentimento do signatário”, que admite não saber quem as recolheu, nem com que equipamento.
“Esta publicação insere-se numa sequência de publicações do mesmo Deputado dirigidas ao signatário desde 25 de outubro de 2026, a propósito da sua presença na manifestação pelo direito a habitação no Rossio e da intervenção policial dessa madrugada”. Num vídeo partilhado nas redes sociais no último fim de semana, Fabian Figueiredo diz ter sido "imobilizado, agredido e retirado" da praça do Rossio, numa publicação acompanhada por imagens da intervenção policial.
A denúncia abrange ainda os comentários. O deputado do Chega Marcus Santos reagiu à publicação no Instagram escrevendo: “Se levou, levou pouco. Se levasse mais, não andava a rebolar, mas sim a coxear. Vai ficar tudo bem”.
Por este motivo, Fabian Figueiredo expôs a situação, exigindo à Assembleia da República “que se pronuncie se considera tolerável a captação de imagens, à revelia do visado”, no interior do edifício parlamentar e ainda a sua divulgação “para fins de comunicação política e partidária, com o objetivo evidente de expor a condição física de outro deputado ao escárnio público”.
“Acresce a natureza do que foi publicado. Não se trata de registar um ato parlamentar, uma votação ou uma intervenção, atos públicos por natureza. Trata-se de filmar o corpo de um colega para o expor. O direito a imagem não fica a porta do Parlamento”. Quanto ao comentário do outro deputado do Chega, Fabian Figueiredo considerou ser “censurável independentemente de quem fosse o destinatário” e que constitui uma “flagrante violação dos mais elementares deveres de um deputado, consubstancia uma apologia da violência e uma ameaça direta à integridade física do signatário”.
O deputado do Bloco de Esquerda pediu, por isso, ao presidente da AR que “determine, através da Secretária-Geral e dos serviços de segurança da Assembleia da República, o apuramento das circunstâncias da captação das imagens: quem as captou, em que dia, hora e local exato, com que equipamento e a que titulo essa pessoa se encontrava nas instalações, e que ordene a preservação imediata dos registos do sistema de videovigilância relativos ao local e ao período em causa, para que não sejam eliminados antes do apuramento”.
“Líder parlamentar do BE diz que foi agredido pela polícia”, é como começa o vídeo que o líder do Chega publicou durante a tarde desta quarta-feira, com imagens recolhidas sem autorização do deputado do Bloco de Esquerda e no interior da Assembleia da República.
Na legenda Ventura escreveu: “o líder parlamentar do Bloco de Esquerda diz que anda coxo porque foi agredido pela polícia nas manifestações. Mas foi apanhado no Parlamento! Vejam este vídeo até ao fim!!!”
Fabian Figueiredo fez, entretanto, uma exposição do sucedido e um requerimento para um inquérito, dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.
No requerimento, a que a RTP Notícias teve acesso, o deputado denuncia que “o Deputado do Partido CHEGA André Claro Amaral Ventura publicou nas suas contas das redes sociais X, Instagrarn, Facebook e TikTok imagens do signatário captadas nos corredores do Palácio de São Bento, no interior das instalações da Assembleia da República”.
Além disso, são imagens “captadas sem o conhecimento e sem o consentimento do signatário”, que admite não saber quem as recolheu, nem com que equipamento.
“Esta publicação insere-se numa sequência de publicações do mesmo Deputado dirigidas ao signatário desde 25 de outubro de 2026, a propósito da sua presença na manifestação pelo direito a habitação no Rossio e da intervenção policial dessa madrugada”. Num vídeo partilhado nas redes sociais no último fim de semana, Fabian Figueiredo diz ter sido "imobilizado, agredido e retirado" da praça do Rossio, numa publicação acompanhada por imagens da intervenção policial.
A denúncia abrange ainda os comentários. O deputado do Chega Marcus Santos reagiu à publicação no Instagram escrevendo: “Se levou, levou pouco. Se levasse mais, não andava a rebolar, mas sim a coxear. Vai ficar tudo bem”.
Por este motivo, Fabian Figueiredo expôs a situação, exigindo à Assembleia da República “que se pronuncie se considera tolerável a captação de imagens, à revelia do visado”, no interior do edifício parlamentar e ainda a sua divulgação “para fins de comunicação política e partidária, com o objetivo evidente de expor a condição física de outro deputado ao escárnio público”.
“Acresce a natureza do que foi publicado. Não se trata de registar um ato parlamentar, uma votação ou uma intervenção, atos públicos por natureza. Trata-se de filmar o corpo de um colega para o expor. O direito a imagem não fica a porta do Parlamento”. Quanto ao comentário do outro deputado do Chega, Fabian Figueiredo considerou ser “censurável independentemente de quem fosse o destinatário” e que constitui uma “flagrante violação dos mais elementares deveres de um deputado, consubstancia uma apologia da violência e uma ameaça direta à integridade física do signatário”.
O deputado do Bloco de Esquerda pediu, por isso, ao presidente da AR que “determine, através da Secretária-Geral e dos serviços de segurança da Assembleia da República, o apuramento das circunstâncias da captação das imagens: quem as captou, em que dia, hora e local exato, com que equipamento e a que titulo essa pessoa se encontrava nas instalações, e que ordene a preservação imediata dos registos do sistema de videovigilância relativos ao local e ao período em causa, para que não sejam eliminados antes do apuramento”.