País
Após tempestades. "Praias mantêm capacidade de recuperação natural" mas "gradual e irregular"
A Agência Portuguesa do Ambiente avaliou os dados de levantamentos topográficos de “27 praias distribuídas ao longo da faixa costeira continental”.
As praias de Portugal continental “mantêm uma capacidade significativa de recuperação natural após eventos de tempestade”. Contudo, a “recuperação ocorre de forma gradual e irregular no espaço e no tempo”. A conclusão é da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que divulga esta quinta-feira o relatório da avaliação do impacto das intempéries do último inverno.
A análise da APA incidiu sobre “27 praias distribuídas ao longo da faixa costeira continental” - 19 na costa ocidental e oito na costa sul do Algarve -, ”recorrendo à comparação de levantamentos topográficos realizados antes e após as tempestades e com séries históricas de monitorização”.
“Cerca de 41 por cento das praias monitorizadas recuperaram ou ultrapassaram os valores médios históricos de largura e volume sedimentar, enquanto 59 por cento permanecem abaixo dessas referências, mantendo défices sedimentares”, lê-se na síntese do Relatório Técnico de Monitorização das praias no período pós-tempestades 2025-2026.
“Nas praias onde foi possível avaliar diretamente os efeitos das tempestades, entre 35 por cento e 41 por cento recuperaram integralmente, ou ultrapassaram, as perdas registadas na largura e no volume sedimentar, respetivamente”, aponta o relatório.“Cerca de 47 por cento e 41 por cento evidenciaram uma recuperação apenas parcial destes parâmetros. Em contraste, um grupo mais reduzido de praias (18 por cento) continuou a revelar sinais de erosão ou de insuficiente recuperação morfológica em termos de largura e volume”.
A APA escreve ainda que, “nas praias avaliadas apenas por comparação entre a situação pré-tempestade e a situação atual, maioritariamente localizadas na costa sul do Algarve, a recuperação morfológica ainda se revela limitada”.
Trata-se, explica a agência, de uma situação “expectável, dada a reduzida janela temporal entre o final das tempestades e a realização dos levantamentos, sendo previsível que, entretanto, tenha ocorrido uma recuperação considerável da largura e do volume sedimentar”.
“Dinâmica natural”
“Apesar da tendência de recuperação observada em diversos locais, uma fração das praias monitorizadas ainda não recuperou totalmente as condições anteriores às tempestades, situação compatível com a dinâmica natural e a sazonalidade dos sistemas costeiros”, observa a APA.
A Agência Portuguesa do Ambiente assinala que “a recuperação morfológica e volumétrica das praias após episódios de elevada energia é tipicamente gradual, sendo condicionada pelas condições hidrodinâmicas subsequentes, pela disponibilidade sedimentar e pelas características morfológicas e geomorfológicas de cada sistema”.
“Consequentemente, é expectável que algumas praias apresentem tempos de recuperação mais prolongados até ao restabelecimento do seu equilíbrio sedimentar, sem que tal represente necessariamente uma condição anómala”, ressalva.
A análise agora divulgada teve por base “dados provenientes dos levantamentos topográficos realizados no âmbito do Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO), complementados por campanhas adicionais desenvolvidas pelas equipas técnicas da APA”.
“Os resultados permitiram quantificar a evolução da largura dos areais e dos volumes sedimentares, bem como caracterizar o estado morfológico atual das praias monitorizadas, contribuindo para um melhor conhecimento da dinâmica costeira e para o reforço das estratégias de gestão e adaptação às alterações climáticas”.
A análise da APA incidiu sobre “27 praias distribuídas ao longo da faixa costeira continental” - 19 na costa ocidental e oito na costa sul do Algarve -, ”recorrendo à comparação de levantamentos topográficos realizados antes e após as tempestades e com séries históricas de monitorização”.
“Cerca de 41 por cento das praias monitorizadas recuperaram ou ultrapassaram os valores médios históricos de largura e volume sedimentar, enquanto 59 por cento permanecem abaixo dessas referências, mantendo défices sedimentares”, lê-se na síntese do Relatório Técnico de Monitorização das praias no período pós-tempestades 2025-2026.
“Nas praias onde foi possível avaliar diretamente os efeitos das tempestades, entre 35 por cento e 41 por cento recuperaram integralmente, ou ultrapassaram, as perdas registadas na largura e no volume sedimentar, respetivamente”, aponta o relatório.“Cerca de 47 por cento e 41 por cento evidenciaram uma recuperação apenas parcial destes parâmetros. Em contraste, um grupo mais reduzido de praias (18 por cento) continuou a revelar sinais de erosão ou de insuficiente recuperação morfológica em termos de largura e volume”.
A APA escreve ainda que, “nas praias avaliadas apenas por comparação entre a situação pré-tempestade e a situação atual, maioritariamente localizadas na costa sul do Algarve, a recuperação morfológica ainda se revela limitada”.
Trata-se, explica a agência, de uma situação “expectável, dada a reduzida janela temporal entre o final das tempestades e a realização dos levantamentos, sendo previsível que, entretanto, tenha ocorrido uma recuperação considerável da largura e do volume sedimentar”.
“Dinâmica natural”
“Apesar da tendência de recuperação observada em diversos locais, uma fração das praias monitorizadas ainda não recuperou totalmente as condições anteriores às tempestades, situação compatível com a dinâmica natural e a sazonalidade dos sistemas costeiros”, observa a APA.
A Agência Portuguesa do Ambiente assinala que “a recuperação morfológica e volumétrica das praias após episódios de elevada energia é tipicamente gradual, sendo condicionada pelas condições hidrodinâmicas subsequentes, pela disponibilidade sedimentar e pelas características morfológicas e geomorfológicas de cada sistema”.
“Consequentemente, é expectável que algumas praias apresentem tempos de recuperação mais prolongados até ao restabelecimento do seu equilíbrio sedimentar, sem que tal represente necessariamente uma condição anómala”, ressalva.
A análise agora divulgada teve por base “dados provenientes dos levantamentos topográficos realizados no âmbito do Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO), complementados por campanhas adicionais desenvolvidas pelas equipas técnicas da APA”.
“Os resultados permitiram quantificar a evolução da largura dos areais e dos volumes sedimentares, bem como caracterizar o estado morfológico atual das praias monitorizadas, contribuindo para um melhor conhecimento da dinâmica costeira e para o reforço das estratégias de gestão e adaptação às alterações climáticas”.