Apreensão de cartas de condução portuguesas preocupa dirigente da ACL

O presidente da Associação Comercial de Lisboa (ACL) protestou junto dos ministros da Economia e dos Negócios Estrangeiros por causa das cartas de condução portuguesas apreendidas em Angola, noticia a edição online do Expresso.

Agência LUSA /

Na carta aos governantes portugueses, Bruno Bobone terá manifestado a sua "enorme preocupação" com "o clima de enorme pressão que está a ser criado junto dos colaboradores e dos responsáveis de empresas portuguesas estabelecidos em Angola", refere o Expresso online, que anuncia, em título, "20 portugueses julgados em Luanda".

Para o líder da ACL, os detentores de carta de condução portuguesa em Angola vêem-se "na contingência de serem constantemente controlados em todos os seus movimentos naquele país, arriscando a sua detenção, a apreensão dos seus veículos e ainda a aplicação de uma pena de prisão".

Segundo o Expresso online, vários associados da ACL terão pedido apoio à organização e Bruno Bobone comenta que "o Estado tinha a obrigação de ter previsto esta situação e tratado dos acordos de reciprocidade, como fez, por exemplo, o Brasil".

O presidente da ACL interroga-se "como é que um Governo que defende publicamente a importância estratégica das relações com Angola e que diz que o mercado deste país é muito especial para nós, deixa os seus cidadãos em risco de serem presos".

Bobone conclui que "isto vem provar que o Governo português é incompetente na defesa dos seus interesses estratégicos".

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