País
Aquisição e venda de imóveis. Altice abre investigação interna após detenção de Armando Pereira
O grupo Altice anunciou ter dado início a um processo de investigação interna relacionada com os processos de compras e os processos de aquisição e venda de imóveis da subsidiária portuguesa, bem como de todo o grupo. O anúncio surge após a detenção de três pessoas no âmbito das buscas à sede do grupo em Lisboa, entre as quais o co-fundador da empresa Armando Pereira.
Confirmando que a 13 de julho foi uma das empresas alvo de buscas pelas autoridades portuguesas em cumprimento de um mandado do Ministério Público no âmbito de uma investigação em curso dirigida a indivíduos e entidades externas ao grupo, a Altice Portugal garante que “está a prestar toda a colaboração solicitada e estará sempre disponível para qualquer esclarecimento”.
“Com efeito imediato (…) o Grupo Altice pediu às sociedades participadas que: suspendam qualquer pagamento às entidades visadas pela investigação; suspendam qualquer nova ordem de compra (individual ou parte de um contrato principal) com estas entidades; e [que] seja reforçado o processo de aprovação do Grupo relativamente a qualquer ordem de compra”, sublinha o grupo num comunicado que chegou esta tarde às redações.
O texto termina com a Altice a sublinhar que “continuará a tomar todas as decisões no interesse das suas sociedades participadas, acionistas, fornecedores e clientes”, sendo que “informará oportunamente sobre os desenvolvimentos relevantes”.
A decisão da Altice foi comunicada na sequência das detenções de três pessoas, entre as quais o número dois da Altice, Armando pereira, após buscas feitas à sua casa, em Vieira do Minho, estando em causa suspeitas dos crimes de corrupção passiva e ativa no sector privado, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
O texto termina com a Altice a sublinhar que “continuará a tomar todas as decisões no interesse das suas sociedades participadas, acionistas, fornecedores e clientes”, sendo que “informará oportunamente sobre os desenvolvimentos relevantes”.
A decisão da Altice foi comunicada na sequência das detenções de três pessoas, entre as quais o número dois da Altice, Armando pereira, após buscas feitas à sua casa, em Vieira do Minho, estando em causa suspeitas dos crimes de corrupção passiva e ativa no sector privado, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
A Altice Portugal já antes havia confirmado que fora alvo de buscas pelas autoridades portuguesas em cumprimento de um mandado, emitido pelo Ministério Público. Segundo a investigação, terá havido ainda violação do processo decisório do grupo Altice que terá lesado quer a empresa, quer o Estado.
"Os factos indiciam práticas de deslocalização fictícia da domiciliação fiscal de pessoas e de sociedades, com aproveitamento abusivo da taxação reduzida aplicada em sede de IRC na Zona Franca da Madeira", explicitou o DCIAP, acrescentando que "esses factos são suscetíveis de constituir crimes de fraude fiscal qualificada, sendo estimado que a vantagem ilegítima alcançada pelos suspeitos em sede fiscal tenha sido superior a 100 (cem) milhões de euros".
Um dos negócios agora investigados envolve a venda de quatro prédios em Lisboa a fundos imobiliários por 15 milhões de euros.
"Os factos indiciam práticas de deslocalização fictícia da domiciliação fiscal de pessoas e de sociedades, com aproveitamento abusivo da taxação reduzida aplicada em sede de IRC na Zona Franca da Madeira", explicitou o DCIAP, acrescentando que "esses factos são suscetíveis de constituir crimes de fraude fiscal qualificada, sendo estimado que a vantagem ilegítima alcançada pelos suspeitos em sede fiscal tenha sido superior a 100 (cem) milhões de euros".
Um dos negócios agora investigados envolve a venda de quatro prédios em Lisboa a fundos imobiliários por 15 milhões de euros.