Arcos de Valdevez paga testes no privado para ultrapassar "escassez" de rastreio

por Lusa

Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 08 abr 2020 (Lusa) - A Câmara de Arcos de Valdevez informou hoje estar a pagar e que irá continuar a pagar testes, em laboratório privado, a idosos residentes em lares, devido à "escassez" daquele rastreio e à "demora" nos resultados pelas autoridades de saúde.

Em comunicado, o município do distrito de Viana do Castelo adiantou que "esta semana já foram realizados mais de 100 testes em duas instituições do concelho, o lar do centro paroquial e social de Grade e o da Santa Casa da Misericórdia".

"Com este reforço de apoio por parte da Câmara Municipal foi possível testar os utentes das referidas unidades, de uma só vez e ao mesmo tempo, podendo assim aumentar a eficácia e fiabilidade dos testes e permitir uma atuação mais célere e concertada nas ações de isolamento e quarentena", sustenta a nota da autarquia presidida pelo social-democrata João Manuel Esteves.

Na semana passada, à Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez exigiu a realização de testes a todos os utentes e funcionários de lares no distrito de Viana do Castelo para evitar a propagação generalizada nas instituições.

"Apelamos ao Governo para que o rastreio que está a ser feito no Sul do país seja rapidamente implementado no Norte. É aqui que há um maior número de casos confirmados de covid-19, é aqui que está situado o maior número de lares, de utentes e de funcionários. Estamos a falar num universo de milhares de pessoas", afirmou.

O autarca social-democrata disse que a realização de testes à covid-19 é "urgente" para evitar "um foco muito complicado que poderá tomar grandes dimensões".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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