Área total ardida equivale a um terço do concelho, afirma o presidente da Câmara de Tavira
Cachopo, 20 jul (Lusa) - O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, disse hoje que o concelho de Tavira tem um terço da sua área total ardida, por causa do incêndio que lavra desde quarta-feira e continua com quatro frentes ativas.
"O ponto de situação no concelho é drástico, porque o fogo chegou a Tavira. Um incêndio que acontece em Cachopo, com dois dias de operações com muitos meios no terreno, chegar a Tavira, independentemente das consequências, só posso dizer que foi drástico e grave", afirmou o autarca.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, visitou hoje de madrugada o posto de comando móvel situado em Cachopo e ouviu dos comandantes operacionais que não são necessários mais meios, além dos mais de 700 homens, com cerca de duas centenas de veículos, que se encontram no local e uma dezena de meios aéreos, que regressarão ao combate ao fogo pela manhã.
"Não houve falta de meios, mas os resultados não posso considerar nada satisfatórios", considerou o autarca, que disse ter tido "populações a pedir por auxílio que não tiveram, populações a fugir do fogo e uma ajuda da GNR preciosa, que evitou casos mais graves ou gravíssimos".
Jorge Botelho, após a reunião com o ministro, disse que a Câmara vai avaliar os estragos quando o incêndio estiver dominado, mas frisou que "deve haver declaração de calamidade pública, porque Tavira tem um terço de área ardida de todo o seu território", com cerca de "20 mil hectares" perdidos.
"Achamos que devemos ser tratados com resultados e obviamente vou pedir responsabilidades, mas vamos primeiro fazer o rescaldo e depois vou apresentar ao Governo a posição do município de Tavira", acrescentou, afirmando que o fogo "tem que acabar amanhã, acabar rápido".