Arguidos da morte do agente Irineu Diniz acusados de quatro crimes
Os dois arguidos que estão a ser julgados pela morte do agente Irineu Diniz são acusados de quatro crimes, entre os quais homicídio, uso ilegal de armas e crime de dano, disse à Lusa o advogado da família da vítima.
O agente da PSP Irineu Jesus Gil Diniz, de 33 anos, foi morto com vários tiros de arma automática e de caçadeira na madrugada de 17 de Fevereiro do ano passado, quando seguia num carro patrulha da PSP que circulava no Bairro da Cova da moura, concelho da Amadora.
O advogado da família da vítima, Guedes de Almeida, disse à Lusa à margem da primeira sessão do julgamento, hoje no tribunal da Boa Hora, em Lisboa, que o arguido Euclides Tavares, de 21 anos, é acusado de homicídio com tiros de caçadeira, uso ilegal de armas, crime de dano e falta de licença de uso e porte de arma.
Detido preventivamente no estabelecimento prisional de Caxias, Euclides Tavares vai continuar a ser ouvido na tarde de hoje.
Na parte da manhã Euclides Tavares confirmou em tribunal "gostar de armas" e ter disparado vários tiros "de uma caçadeira de canos serrados sobrepostos na passagem do ano de 2004 para 2005 no Largo da Bola" (na Cova da Moura), para comemorar a data.
Confirmou também ter comprado pouco antes do fim do ano de 2004 três caixas de cartuchos, num total de 75 munições.
Pouco depois do homicídio do agente Irineu Diniz, a polícia apreendeu na casa da mãe de Euclides Tavares, situada na Rua de Cabo Verde, Cova da Moura, um carregador de pistola-metralhadora.
O arguido disse em tribunal que o carregador encontrado em casa da mãe pertencia a um seu conhecido, que identificou apenas pela "alcunha `Sabu`".
Já o arguido Luís Carlos Santos, de 41 anos, detido preventivamente em Vale de Judeus, é acusado de homicídio por disparos de rajada, uso ilegal de armas, crime de dano e falta de licença de uso e porte de arma, tendo já antecedentes criminais.
O juiz presidente do colectivo que está a julgar o caso, Fernando Ventura, determinou a audição separada dos dois arguidos, que são amigos, e proibiu qualquer contacto entre ambos durante o julgamento.
Para hoje estava marcada a audição de oito testemunhas de acusação, mas a mesma não vai realizar-se, uma vez que durante a tarde vai continuar a ser ouvido o arguido Euclides Tavares.
A próxima sessão do julgamento está agendada para dia 21, às 09:30.
A acusação ao longo do julgamento estará a cargo da procuradora do Ministério Público Natália Lima.