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Armando Vara interrogado após detenção na Operação Marquês

Armando Vara interrogado após detenção na Operação Marquês

Passou a noite no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa e é ouvido esta sexta-feira em interrogatório no Tribunal Central de Instrução Criminal por Carlos Alexandre, o juiz que determinou a prisão de José Sócrates. Armando Vara, antigo ministro socialista, foi detido no quadro da Operação Marquês por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Carlos Santos Neves - RTP /
Armando Vara fora já condenado no processo Face Oculta, atualmente em fase de recurso Lusa

Armando Vara foi levado para o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública na sequência de buscas à residência em Cascais e escritórios do antigo ministro, bem como na sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A confirmação saiu durante a última noite na forma de uma nota da própria Procuradoria-Geral da República.

“Na sequência das investigações em curso no âmbito da designada Operação Marquês foi emitido um mandado de detenção fora de flagrante delito, para sujeição a interrogatório judicial, relativamente ao suspeito Armando Vara”, lê-se no texto do gabinete de Joana Marques Vidal.

“Estão em causa factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais”, prossegue o comunicado, que confirma igualmente a realização de “buscas domiciliárias, em instalações de sociedades e numa instituição bancária”.

As diligências de quinta-feira foram conduzidas por um magistrado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal e mobilizaram elementos da Autoridade Tributária e da PSP.
Operação Marquês
As suspeitas que recaem sobre Armando Vara estarão relacionadas com o empreendimento de Vale do Lobo, no Algarve. Em causa estará o financiamento da Caixa Geral de Depósitos àquele complexo, quando Vara era administrador do banco estatal.Armando Vara fora já condenado a cinco anos de prisão, por tráfico de influências, no processo Face Oculta, atualmente em fase de recurso.

Além dos cargos de ministro adjunto do primeiro-ministro no segundo Executivo socialista de António Guterres, de secretário de Estado e da passagem pela administração da CGD, Armando Vara foi administrador do Millennium BCP.

Vê-se agora a braços com suspeitas que lhe são apontadas pelos investigadores da Operação Marquês, processo que mantém José Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora desde novembro de 2014. Indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais, o antigo primeiro-ministro é o único dos arguidos em prisão preventiva.

Carlos Santos Silva, amigo do antigo chefe de governo, e Joaquim Barroca, administrador do grupo Lena, estão em prisão domiciliária. João Perna, ex-motorista de Sócrates, está em liberdade provisória, obrigado a apresentações periódicas às autoridades.

Os demais arguidos são Paulo Lalanda de Castro, administrador da farmacêutica Octapharma, Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o presidente da empresa gestora do empreendimento de Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira, e o advogado Gonçalo Trindade Ferreira.
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