Arménio Santos abandona liderança dos TSD no congresso de Maio

O deputado do PSD Arménio Santos anunciou que vai deixar a liderança dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) no congresso da organização, a 19 e 20 de Maio, após mais de 20 anos em funções.

Agência LUSA /

"Não é minha intenção candidatar-me. Já o comuniquei aos órgãos compete ntes. É tempo de dar condições para existir uma nova liderança, com novos rostos e um novo estilo", afirmou Arménio Santos à Lusa, no final do Conselho Nacional dos TSD, reunido em Lisboa.

O local do congresso só será definido posteriormente em reunião de secr etariado.

Os TSD são a organização autónoma sindical do PSD e Arménio Santos era secretário-geral desde 1986 e conheceu seis líderes do partido: Cavaco Silva, Fe rnando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e M arques Mendes.

Os TSD resultaram da fusão, em 1984, das duas estruturas laborais socia l-semocratas que até aí existiam no PSD - os Sócio-Profissionais e a Tesired - T endência Sindical Reformista Social-Democrata.

No final, o Conselho Nacional dos TSD criticou, em comunicado, o Govern o de José Sócrates, que responsabilizou por não cumprir a promessa de criar 150.

000 novos empregos e, pelo contrário, contribuir para que exista "hoje mais dese mprego do que há dois anos".

Retomando argumentos usados pelo PSD no balanço de dois anos de mandato do executivo socialista, os Trabalhadores Social-Democratas criticam a "voracid ade fiscal" do PS ao "reduzir ou retirar" isenções fiscais que "beneficiavam pes soas portadoras de deficiência e de obrigar a declarar ao fisco a `mesada` ou a `prenda` oferecida a um familiar ou amigo".

Medidas "incompreensíveis" e "socialmente injustas" dado que, disse Arm énio Santos à Lusa, "não é assim que se reduz o défice" orçamental.

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