ARS garante que foram contratados mais seis médicos obstetras para norte do país

O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte), Carlos Nunes, anunciou que foram contratados mais seis profissionais em ginecologia e obstetrícia para o norte do país, prevendo um verão sem complicações no serviço ou urgências. A ministra da Saúde recusa aplicar o regime de rotatividade das urgências de obstetrícia nas unidades do norte do país.

RTP /
Reuters

Em declarações à agência Lusa, Carlos Nunes revelou que no início de julho vão entrar mais médicos da especialidade de ginecologia e obstetrícia, e que na ARS Norte serão seis, resultado de um concurso de início de junho. O responsável garantiu ainda que "haverá com certeza entrada de outros profissionais ao longo dos próximos meses".

A ministra da Saúde já tinha garantido este sábado que não está previsto um esquema de rotatividade nas urgências de obstetrícia no norte semelhante àquele que foi anunciado para as quatro maternidades em Lisboa.

Numa carta conhecida este sábado, 13 diretores de serviço avisarem a ministra da Saúde e a ARS-Norte, que "não será possível garantir as urgências" de Ginecologia/Obstetrícia na região "nos meses de julho, agosto e setembro" se continuarem impedidos de contratar novos profissionais.


"Não prevejo que haja nenhuma complicação nem fecho de urgências, nada disso", afirmou o responsável da ARS Norte, sublinhando que os profissionais de obstetrícia e ginecologia têm aumentado nos últimos três anos, passando de 254 em 2015 para 275 contabilizados a 31 de dezembro de 2018.

Relativamente à carta dos diretores de serviço, Carlos Nunes disse que, quando a receber, a irá analisar e depois avaliar com as administrações dos hospitais eventuais situações pontuais que poderão acontecer e o que poderá ser feito.



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