Aspirante recorda ataque que o feriu há 35 anos no RALIS
Lisboa, 11 mar (Lusa) - Os disparos fortes levaram o aspirante a ir espreitar à porta do ginásio quando um avião picou. Atingido por um estilhaço, foi um dos dois feridos graves da tentativa de golpe de 11 de março, onde morreu o soldado Luís.
Trinta e cinco anos depois da tentativa de golpe de estado de 1975, Carlos Umbelino recordou à Lusa o ataque da Força Aérea às instalações do Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS), culminar de um processo conduzido por militares conotados com a direita contra um quartel dominado pela fação oposta de umas forças armadas divididas.
Na altura com menos de um ano de tropa, o jovem oficial de 23 anos acabaria, cerca de uma hora depois, a dividir a mesma ambulância com Joaquim Luís, a caminho do hospital de Santa Maria, onde este soldado viria a falecer devido aos ferimentos graves que sofreu no ataque de aviões e helicópteros contra o quartel onde os dois cumpriam o serviço militar obrigatório.