Assaltantes rebentam caixa de multibanco à bomba em Chaves

Chaves, 21 set (Lusa) -- Duas pessoas tentaram hoje assaltar uma caixa multibanco na Madalena, Chaves, rebentaram o equipamento com recurso a uma botija de gás, mas acabaram por não conseguir levar o dinheiro do interior do cofre, revelou à Lusa fonte policial.

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O método utilizado pelos ladrões é conhecido pelas autoridades: os assaltantes usam uma botija de gás, que depois é ligada a uma bateria de um carro para dar origem à faísca, suficiente para gerar uma explosão.

Depois da explosão, os larápios têm dez segundos para retirar o dinheiro do interior do cofre do equipamento.

Uma das testemunhas do assalto, Ana Pascoal, residente em frente ao multibanco, afirmou à Lusa ter sido ela a dar o alerta à PSP.

"Por volta das 03:00 horas da manhã, o meu marido veio à varanda fumar e viu uns fios ligados ao multibanco e ouviu um ruído, pelo que foi acordar-me e disse-me para ligar à PSP porque aquilo devia ser um assalto", explicou Ana Pascoal.

Depois, disse, surgiram "duas pessoas com passa montanhas, roupas camufladas e uma pistola".

"Por isso, voltei a ligar às autoridades e disse-lhes para virem prevenidos porque os ladrões estavam armados".

A testemunha acrescentou que passados 15 minutos deu-se a explosão, momento em que chegou a PSP e "foi atrás" dos assaltantes.

Apesar dos ladrões não terem conseguido levar o dinheiro do cofre, a explosão causou avultados prejuízos nas viaturas estacionadas em frente ao multibanco.

Armindo Espírito Santo tinha o carro estacionado perto do local da explosão e explicou à Lusa que o veículo vai ter de ser "todo pintado" por causa dos estilhaços dos vidros.

Acrescentando que estava a dormir quando ouviu a explosão e, quando veio ver o que se passava, ouviu quatro tiros e viu os agentes da PSP a correrem atrás de uma mulher.

Segundo fonte da PSP, foram já detidas duas pessoas, com idades compreendidas entre os 30 e 40 anos, uma delas em flagrante delito.

O outro suspeito, frisou a fonte, foi detido "à posteriori", no decorrer da perseguição policial.

A investigação está agora entregue à Polícia Judiciária (PJ) do Porto.

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