Assaltos a residências poderão estar em crescimento

Os assaltos a residências poderão ter crescido em 2008 entre 4 a 5% face ao ano transacto. A notícia é dada na edição de sábado do matutino “Diário de Notícias” que refere não serem ainda os dados definitivos.

Eduardo Caetano, RTP /
Vivendas e andares estão na mira dos "gatunos" Dr

De acordo com o texto assinado por Hélder Robalo, só a Polícia de Segurança Pública registou 16 mil ocorrências, participações de assaltos no caso vertente, por parte dos proprietários.

Ao todo contabilizadas as participações recebidas pela PSP e pela GNR, contam-se por 23.500 os assaltos a residências. Os dados agora conhecidos não são oficiais já que só quando forem publicados no Relatório Anual de Segurança Interna adquirirão o estatuto de definitivos e oficiais.

Os dados recolhidos pela PSP e pela GNR apontam para que o número de assaltos a residências regresse ao nível de 2006 (23.314 assaltos) depois de em 2007 ter recuado (menos 990 assaltos), com apenas 22.324 ocorrências.

Os métodos usados pelos assaltantes são o arrombamento, a escalada ou a utilização de chaves falsas. Para a entrada nas habitações são muitas vezes usados os tradicionais cartões de plástico ou as radiografias.

A capital é a região do país que de longe sofre o maior número deste tipo de acções criminosas.

"No que concerne à dispersão territorial deste tipo de fenómeno, a PSP apenas releva o facto de a Área Metropolitana de Lisboa ser - pela dimensão geográfica, habitacional e populacional - a que mais contribui para o número de denúncias associadas a este fenómeno", explicou o comissário Paulo Flor à reportagem do DN.

Em 2007, o Relatório de segurança já dava essa indicação de Lisboa à frente do ranking dos assaltos, com 4736 assaltos a residências, seguida de Faro (3657 ocorrências), Porto (3440 ilícitos), Setúbal (2127 assaltos) e Braga (1621 furtos).

Nas 24 horas do dia de Natal e apenas na área de Lisboa ocorreram duas dezenas de assaltos a residências.

Proprietários facilitam assaltos por descuido

As forças de segurança não desresponsabilizam os proprietários das casas assaltas, já que muitas das vezes os assaltos são conseguidos devido a incúria ou descuido dos próprios proprietários.

"Grande parte destes crimes no interior das habitações [são] concretizados por descuido dos proprietários", diz o comissário Paulo Flor, acrescentando que "muitas das vezes começam no facto de os proprietários não trancarem as portas quando se ausentam por breves minutos ou, quando estão no seu interior, não terem o vício positivo de as trancar".

A PSP deixa um conselho útil para todos: Manter as portas fechadas à chave e não apenas no trinco, mesmo quando se está dentro da habitação.

Mas a actuação da população é também alvo de elogio das mesmas forças de segurança, já que é devido à sua colaboração e intervenção activa que muitas das acções criminosas têm sido investigadas e seus autores responsabilizados penalmente.

"A crescente cidadania das pessoas na denúncia dos crimes que, nas últimas semanas, têm potenciado acções eficazes da PSP na prevenção da criminalidade".
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