Assembleia Municipal do Porto aprova fecho definitivo da Feira do Cerco

por Lusa
A Assembleia Municipal do Porto aprovou o fecho definitivo da Feira do Cerco D.R.-Facebook

A Assembleia Municipal do Porto aprovou, com o voto contra do BE, CDU e PAN, e abstenção do PS e PSD, o encerramento definitivo da Feira do Cerco, prevendo-se, em janeiro, a transferência dos comerciantes legais para outras feiras.

A proposta, discutida segunda-feira na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto, foi aprovada com os votos favoráveis do movimento independente "Aqui Há Porto" e do Chega.

Na sessão, a deputada Elisabete Carvalho, do BE, defendeu que os pretextos usados para o encerramento da Feira do Cerco, tais como, a presença policial constante e ilegalidade dos comerciantes, "só podem ser usados por quem lá não passa".

Pelo PS, Rui Lage considerou a decisão "intempestiva", defendendo que se a litigância fosse o critério, a autarquia "teria pela frente muitas atividades por extinguir".

Em resposta aos deputados, o vereador da Economia da Câmara do Porto, Ricardo Valente, salientou que na Feira do Cerco apenas 25 dos 200 feirantes estavam legalizados e que a ASAE considerava aquela feira "um dos maiores centros de contrafação do Norte".

Paulo Vieira de Castro, do PAN, defendeu que a câmara "acabe com a contrafação, mas continue com a feira" e que volte a permitir a sua realização dentro do bairro do Cerco.

Por sua vez, o deputado Rui Sá, da CDU, realçou que o encerramento poderá vir a levar ao "engrossar de outras feiras na cidade".

Pelo movimento independente Aqui Há Porto, Raul Almeida lamentou que se tenha feito "um circo político", acusando as restantes bancadas de estarem a fazer "contrafação intelectual".

Já o social-democrata Fernando Monteiro, do PSD, considerou "precipitado" o encerramento da feira "sem se vislumbrar uma alternativa", questionando a autarquia sobre qual será o futuro dos comerciantes legalizados partir do início do próximo ano.

Em resposta aos deputados, o vice-presidente da Câmara do Porto afirmou que os feirantes legais vão ter a oportunidade "de seguir a sua atividade" noutras feiras da cidade e que, relativamente ao feiródromo, o futuro espaço "está a ser estudado".

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