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Associação alerta que golas antifumo podem provocar crises respiratórias agudas
A Associação de Proteção e Socorro alerta que as golas antifumo distribuídas à população, quando expostas ao calor, libertam substâncias que podem desencadear crises respiratórias agudas. A Associação refere que as golas tiveram de ser retiradas quando testadas em 2018 no incêndio de Monchique e aconselha a população a não as usarem.
Em comunicado, a Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) diz que no ano passado, teve oportunidade de testar este material no incêndio de Monchique e foi obrigada a retirar as golas de imediato porque, com temperatura próxima dos 70º Celsius, libertam substâncias "com odor semelhante ao do fumo de plástico a arder, o que provocou irritação nas vias aéreas respiratórias".
A APROSOC alerta que este equipamento podem mesmo desencadear crises respiratórias agudas e recomenda que se complemente a análise feita a estas golas antifumo com a análise da qualidade do ar a inalar quando exposto o poliéster ao calor.
O presidente da Associação, João Paulo Saraiva, diz que é preciso ter garantias que as partículas libertadas não são prejudiciais à saúde.
Até que sejam feitos estudos sobre os efeitos das partículas e do cheiro libertado pelas golas, a Associação de Proteção e Socorro aconselha a população a não as usar.
O relatório preliminar pedido pela Proteção Civil ao Centro de Investigação de Incêndios Florestais concluiu que as golas antifumo distribuídas à população não se inflamam quando expostas ao fogo, chegando a furar quando testadas a cerca de 20 centímetros das chamas, mas sem arderem.
O CIIF refere que o documento "constitui um relatório preliminar muito sucinto, uma vez que não foram ainda analisados muitos dos parâmetros que foram objeto de medição e registo durante os ensaios".
Estas golas antifumo estão no centro de uma polémica que já levou à demissão do adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, Francisco Ferreira, após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção das golas e dos `kits` de emergência para o programa "Aldeias Seguras".
c/Lusa