Associação contesta "ocupação desmedida" de Praças emblemáticas de Lisboa com mercados e arraiais

Associação contesta "ocupação desmedida" de Praças emblemáticas de Lisboa com mercados e arraiais

O Fórum Cidadania Lx lança uma petição contra a ocupação "desmedida" de espaços públicos emblemáticos da cidade com barracas, palcos e estruturas publicitárias. E também contra mercados e arraiais constantes em praças da cidade.

Arlinda Brandão - RTP Antena 1 /

Arlinda Brandão

A petição é dirigida à Câmara de Lisboa, às Juntas de Freguesia da Misericórdia, de Santo António e de Santa Maria Maior. E ainda a entidades ligadas ao Turismo e ao Comércio na capital.

Os locais mencionados na Petição são a Praça da Figueira, Praça do Rossio, Miradouro de São Pedro de Alcântara e Praça da Alegria. A Associação cívica defende que a presença de barracas, palcos e estruturas publicitárias deixou de estar limitada a épocas festivas e passou a ser quase permanente em alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. E lança o apelo para que se devolva estes espaços à população e se reduzam esses usos.

Em declarações à rádio pública, Paulo Ferrero do Fórum Cidadania Lx diz que "começou por ser uma ocupação à conta dos Santos Populares há uns anos, do Natal, e agora passou a ser permanente". E acrescenta que os preocupa a ocupação "desmedida" das Praças emblemáticas de Lisboa que deviam estar livres e abertas à fruição das pessoas.
Câmara de Lisboa defende "espaço público vivido", mas admite ajustamentos em alguns casos em articulação com Juntas de FreguesiaEm resposta à rádio pública a Câmara Municipal de Lisboa numa nota escrita "considera que o espaço público deve ser um espaço vivido, aberto à cultura, ao encontro, ao comércio de proximidade e à fruição por todos. Os eventos temporários, mercados, feiras e iniciativas culturais contribuem para a dinamização da cidade, apoiam a economia local, valorizam os bairros e reforçam a atratividade de Lisboa para residentes e visitantes".

A autarquia diz acompanhar as preocupações manifestadas por cidadãos e associações, "avaliando de forma contínua os efeitos das políticas municipais". E está recetiva a ajustes caso a caso em articulação com as Juntas de Freguesia: "sempre que a experiência demonstrar a necessidade de introduzir ajustamentos, quer na distribuição territorial dos eventos, quer na sua frequência ou nas respetivas condições de realização, está disponível para aperfeiçoar os instrumentos de gestão do espaço público, procurando conciliar os diferentes interesses em presença".
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