Associação de Acupunctores sem Fronteiras dá "primeiro grande passo"

Redação, 18 jan (Lusa) - A Associação de Acupuntores sem Fronteiras, criada para promover uma maior autonomia das populações desfavorecidas nos países em desenvolvimento através de ações pedagógicas e de intervenções terapêuticas em acupuntura, deu agora "o primeiro grande passo".

Lusa /

"Desenvolvemos este primeiro projeto numa pequena cidade no sul da Índia, onde ensinámos aos técnicos de saúde algumas técnicas de acupuntura para que eles possam aplicá-las de forma gratuita", disse à Lusa Balkrishna, que trabalha na área há 32 anos, é licenciado em acupuntura em França, presidente da Associação Nacional de Acupuntura e responsável pela Associação de Acupuntores sem Fronteiras.

Esta primeira missão decorreu em dezembro de 2012, durante 17 dias e abarcando 11 alunos.

Balkrishna afirmou que a sua organização pretende regressar à mesma região da Índia, pois "esta é uma formação que não se dá apenas uma vez, é preciso continuar a preparar as pessoas para a tarefa que terão nas mãos".

O que se pretende é ir "a países onde há grandes dificuldades financeiras", pesquisar "os problemas principais da área", fazer "um acordo" e passar o ensinamento, disse.

"Trabalhar na acupuntura não é apenas tratar a dor", sublinhou, apontando outras áreas onde ela pode ser útil, incluindo problemas respiratórios e partos sem recurso a cesariana, técnica que acarreta "custos insuportáveis para as pessoas destes países".

Esta associação integra um movimento internacional que inclui organizações de países como França, Bélgica, Suíça, Espanha e Canadá e visa que "todo o trabalho seja voluntário", já que "não há dinheiro envolvido", esclareceu.

Balkrishna sublinhou que "existe sempre uma certa delicadeza neste tipo de missões", já que por um lado, "a pessoa que vai tem que estar preparada, tem que saber a língua do país de destino, tem que saber passar o ensinamento para outras pessoas".

Todos os requisitos necessários fazem com que "não haja assim tantos voluntários", disse

No que diz respeito aos custos, o que se pretende é que os voluntários ou a associação, que através dos donativos, consigam cobrir as despesas que esta iniciativa acarreta.

O investimento necessário para a execução destas missões é o grande entrave para que esta iniciativa ainda esteja numa fase embrionária, no entanto, e após o arranque, a esperança é a de poderem "ajudar muitas mais pessoas".

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