Associação de Pesquisa Ovni diz que a pedra de gelo é fenómeno atmosférico anómalo

Arruda dos Vinhos, Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A Associação de Pesquisa Ovni justificou hoje a queda de uma pedra de gelo azul ocorrida em Arruda dos Vinhos como um fenómeno atmosférico anómalo.

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O presidente da direcção da associação, Luís Aparício, disse à Lusa que o aparecimento da pedra de gelo "não se enquadra nas diversas vertentes da fenomenologia ovni".

"Chamo a isso um fenómeno anómalo, sem explicação aparente mas que tudo indica deve ter origem atmosférica", disse Luís Aparício.

O dirigente da associação, que tem publicados vários artigos no site da associação, disse ainda que classifica estes fenómenos como "forteanos" numa alusão ao especialista Charles-Fort que no século XX estudou acontecimentos insólitos.

A pedra de gelo azul que terça-feira caiu no concelho de Arruda dos Vinhos também não deverá ter origem em nenhum avião, segundo defendeu hoje um responsável da TAP.

Segundo explicou à Lusa o porta-voz da TAP, António Monteiro, "não parece muito crível que tenha sido gelo de um avião até porque nesse local os aviões estão a voar a uma altura muito baixa (estão a três/quatro minutos do aeroporto da Portela) e já não trazem gelo nenhum".

"Em teoria pode ser possível mas não é de todo crível. Mesmo que um avião traga gelo de algum país frio quando chega a Portugal, a uma velocidade de 900 quilómetros/hora, já não há gelo", sublinhou o porta-voz da transportadora portuguesa.

Um carteiro de Arruda dos Vinhos afirmou hoje que terça-feira quando ia de mota distribuir correio e ouviu o som de um objecto a cair na estrada tendo depois verificado que era "uma pedra de gelo azul".

"Se me tivesse caído em cima da cabeça tinha morrido de certeza já que com a velocidade que veio abriu uma pequena cratera no solo", contou hoje à Lusa Eduardo Jorge.

O carteiro, que ainda não encontrou explicações para o sucedido na terça-feira ao fim da manhã, disse que "apanhou um grande susto pois não viu a pedra mas ouviu um barulho de algo a bater na estrada" muito perto dele quando se encontrava no meio de uma zona praticamente deserta.

"Não sei o que será isto (a pedra de gelo e de tom azul esverdeado que agora está guardada num frigorífico)", disse Eduardo Jorge enquanto recordava o que lhe aconteceu.

"Ainda parei uns metros à frente a pensar que era alguém a atirar pedras mas não vi ninguém", disse.

O carteiro decidiu então aproximar-se do objecto, que entretanto tinha escorregado para a valeta.

"Vi que tinha provocado uma cratera e reparei que havia bocados de gelo azul espalhados pelo chão. Ainda mexi naquilo com um pau mas depois fui embora distribuir o correio à (aldeia da) Tesoureira", relatou Eduardo Jorge.

Passadas cinco horas o objecto foi retirado do local e ainda pesava 575 gramas.

ZO.


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