Associação Estudantes do Técnico ameaça encerrar após corte de subsídio pelo IPJ
A Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico ameaça fechar as portas depois de o Instituto Português da Juventude ter recusado atribuir o Subsídio Ordinário de 2004 e ter pedido a devolução de 70.000 euros, referentes a 2001.
De acordo com o presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST), Miguel Esteves, a actual situação financeira da Associação é bastante "delicada", podendo mesmo vir a encerrar as suas portas.
O Instituto Português da Juventude (IPJ) pediu a devolução de 70.000 euros, relativos ao Subsidio Ordinário de 2001, considerando que foi mal atribuído à AEIST, por a direcção da altura não ter entregue o respectivo relatório de contas.
Quanto ao subsídio de 2004, segundo Miguel Esteves, foram entregues todos os documentos exigidos pelo IPJ "dentro dos prazos legais", mas o Instituto recusou porque, "como as direcções anteriores não entregaram os relatórios de contas, a actual direcção foi considerada inelegível para receber o subsídio".
A Associação de Estudantes do Técnico não recebe os Subsídios Ordinários desde 2001.
Segundo Miguel Esteves, em 2002 o IPJ recusou a atribuição do subsídio considerando que a direcção da altura era inelegível devido ao que se passara em 2001, enquanto em 2003 a ausência de relatórios de contas foi a justificação apresentada.
"Dada a actual situação financeira da AEIST e a negligência com que as direcções anteriores trataram os processos de candidatura aos Subsídios Ordinários, encontramo-nos numa situação delicada que pode provocar o encerramento de vários serviços (...) podendo mesmo a AEIST encerrar as portas", reiterou.
A AEIST existe há 93 anos e assegura aos estudantes do Instituto Superior Técnico a prática de diversas modalidades desportivas, actividades de lazer, cultura, informação e a produção do material de estudo para as várias disciplinas ali leccionadas.
"Estes serviços, que deveriam ser assegurados pelo Governo, estão a ser assegurados por nós há quatro anos, sem qualquer apoio por parte do Estado", disse Miguel Esteves, acrescentando que a Associação mantém o posto de trabalho de 13 funcionários.
Em Novembro de 2004, a AEIST comunicou a situação em audiência ao secretário de Estado da Juventude, Pedro Duarte, e por escrito à Secretaria de Estado da Juventude, não obtendo qualquer resposta.
"O secretário de Estado da Juventude está mais preocupado com as eleições de 20 de Fevereiro do que com as preocupações e problemas actuais das Associações", acrescentou.
A Lusa contactou a secretaria de Estado da Juventude, que remeteu qualquer esclarecimento para o Instituto Português da Juventude, com o qual não foi possível contactar.