Associação Política Renovação Comunista nasceu hoje

A Associação Política Renovação Comunista nasceu hoje, depois de aprovada por unanimidade a declaração constituinte da associação, durante o IV Encontro Nacional do movimento homónimo, realizado em Lisboa, disse à agência Lusa um dos elementos da associação.

Agência LUSA /

Em declarações à Lusa, Cipriano Justo disse que durante o encontro foram ainda aprovados os estatutos do movimento, que serve de "referencial" para participações futuras dos associados em tarefas políticas.

"Uma vez que somos uma associação e não um partido político, os nossos associados podem ser filiados em qualquer partido de esquerda, pelos quais podem concorrer a actos eleitorais, assim como podem, igualmente, concorrer como independentes", disse.

Cerca de 50 membros integram o movimento que é dirigido por uma comissão instaladora, com cerca de 30 elementos, que tem agora um prazo de seis meses para fazer eleições para os órgãos sociais.

João Semedo, João Cunha Serra, António Avelãs, José Cavalheiro, Mário Jorge, Paulo Fidalgo, Serafim Nunes, Maria João Andrade, Adelino Granja, João Baú, Jorge Nascimento Fernandes e Fernando Gomes são alguns dos elementos da comissão instaladora, acrescentou Cipriano Justo.

O referendo ao Tratado da Constituição Europeia e as eleições presidenciais eram dois dos temas a debater no encontro dos renovadores comunistas que decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Cipriano Justo disse que, embora não tenha havido tempo para debater pormenorizadamente o referendo ao Tratado da Constituição Europeia, ficou definido que a Associação Política Renovação Comunista vai "participar activamente" no debate sobre a questão.

Sobre as presidenciais, os renovadores comunistas decidiram "claramente vir a apoiar uma candidatura que reúna a convergência de toda a esquerda", acrescentou.

"Porque se a esquerda se apresentar fragmentada às eleições presidenciais e caso o candidato da direita seja Cavaco Silva, a esquerda corre o risco de perder as eleições logo à primeira volta", concluiu.

CP.

Lusa/Fim


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