Associação Sindical queria pena máxima para os dois arguidos

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) discorda das penas de prisão aplicadas hoje aos arguidos Luis Carlos Santos e Euclides Tavares, acusados da morte do agente Ireneu Dinis, pedindo a condenação máxima.

Agência LUSA /

"Deveria ter sido aplicada a pena máxima de 25 anos aos dois arguidos por isso não concordei com os 23 e 19 anos determinados pelo juiz", afirmou o dirigente da ASPP José Magalhães à saída do tribunal da Boa Hora, em Lisboa.

José Magalhães criticou o facto de a idade de Euclides Tavares, 21 anos, ter sido considerada uma atenuante pelo tribunal.

"Se o arguido é jovem, o agente que morreu também o era (33 anos) e foi a vida dele que foi ceifada", disse.

Para o dirigente sindical, o colectivo de juízes presidido por Fernando Ventura deveria ter aplicado a pena máxima de 25 anos aos dois arguidos "porque Luis Carlos Santos andou fugido às autoridades e não é primário e Euclides Tavares foi o autor do disparo fatal", para Ireneu Dinis, no dia 17 de Fevereiro de 2005.

Luis Carlos Santos está detido no âmbito de outro processo, tendo no seu cadastro três condenações por tráfico de droga e, à data dos factos, encontrava-se evadido da cadeia de Vale de Judeus, depois de uma saída precária.

José Magalhães aproveitou ainda a ocasião para "mandar um recado ao Governo", numa altura em que estão em discussão alterações às leis penais: "as penas a aplicar devem ser aumentadas quando se trata de polícias, mas não só por morte, também por agressão".

Quanto à notícia de que vão ser entregues novas armas à PSP e GNR, o dirigente da ASPP considera que a medida não é suficiente, sendo necessário uma alteração ao regulamento interno da PSP.

"Como agente da autoridade não me chega ter novas armas porque o seu uso continua limitado por um regulamento interno", frisou.

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