Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso bloqueia mina de lítio em Boticas
"O bloqueio visa a interrupção total dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e resulta de uma decisão comunitária sobre a necessidade de escalar a resistência ao projeto da Mina no Barroso", afirma a associação em comunicado.
A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso montou esta sexta-feira um bloqueio aos trabalhos da empresa Savannah nos terrenos sob servidão administrativa, em protesto contra aquilo que alegam ser "a imposição do projeto".
"A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso vem, por esta via, comunicar que a comunidade da freguesia de Covas do Barroso, no concelho de Boticas, iniciou hoje um bloqueio popular dos trabalhos da empresa britânica Savannah Resources, nos terrenos baldios sob servidão administrativa, como forma de protesto contra a imposição do projecto Mina do Barroso", lê-se em comunicado da estrutura.
"O bloqueio visa a interrupção total dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e resulta de uma decisão comunitária sobre a necessidade de escalar a resistência ao projecto da Mina no Barroso, atendendo ao que tem sido a inflexibilidade do governo em escutar as reivindicações da população", acrescenta.
Pouco depois das 8h00, quase três dezenas de pessoas participavam nesta ação de bloqueio, como testemunhava a equipa de reportagem da RTP no local.
"A única solução que nos resta é fazer bloqueio. Ninguém nos ouve, ninguém quer saber de nós. Estamos em luta há quase dez anos, temos perdido dias de sono, dias de trabalho, para defender aquilo que é nosso", reforçou, lembrando que em causa está uma "zona classificada como património agrícola mundial".A Savannah Resources planeia dar início à construção no próximo ano e obter a primeira produção em 2028.
O projeto mineiro em Covas do Barroso foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.