Atestado médico deixou de ser obrigatório no acto da inscrição
Os atestados médicos, indispensáveis desde 1999 para quem queria inscrever-se num ginásio, deixaram de ser obrigatórios, cabendo ao cliente responsabilizar-se pelo seu estado saudável, uma medida que os proprietários das academias desportivas aplaudem.
Até agora, um cliente que se inscrevesse num ginásio ou academia desportiva tinha de apresentar um documento que atestasse clinicamente o seu bom estado de saúde, pois caso contrário a inscrição poderia ser inviabilizada.
Em vigor desde 1999, esta obrigatoriedade de apresentar o atestado médico sempre foi criticada pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AEGAP), conforme disse à Lusa o seu presidente.
Para José Luís Costa, os exames médicos "não provavam nada", pelo que o seu fim é aplaudido pela AGAP.
A alteração das normas de acesso a estes espaços desportivos resulta da nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, publicada em Diário da República a 16 de Janeiro e que deverá ser regulamentada até Julho.
A nova Lei determina que "constitui especial obrigação do praticante assegurar-se, previamente, de que não tem quaisquer contra- indicações para a sua prática".
Para cumprimento desta norma, o cliente deve assinar um termo de responsabilidade, em vez de entregar um atestado médico, como até agora.
O presidente da AEGAP enaltece a mudança, embora reconheça que espera ver alguns aspectos contemplados na regulamentação, nomeadamente a solicitação de testes médicos para algumas populações de risco, como os mais idosos.
Em Portugal existem 1.300 ginásios, frequentados por meio milhão de atletas.