Aulas começam com falta de professores e proibição de smartphones até ao 9.º ano

Aulas começam com falta de professores e proibição de smartphones até ao 9.º ano

As escolas começam hoje a receber mais de um milhão de alunos para mais um ano letivo. A falta de professores marcam o início de um ano que será ainda marcado pela proibição dos `smartphones` até ao 9.º ano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: José Coelho - Lusa

Na véspera do arranque do ano letivo, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu que muitos alunos vão começar as aulas sem todos os professores, em especial na Grande Lisboa e em Setúbal.

Apesar de haver ainda cerca de 2.700 horários por preencher, Fernando Alexandre garantiu que este ano letivo haverá "muito menos alunos sem aulas".Além da falta de professores, também faltam assistentes operacionais, psicólogos e terapeutas da fala em várias escolas.

Os diretores avisam que algumas turmas não vão ter todas as aulas asseguradas. O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, Carlos Louro, argumenta que a escassez de docentes não é um problema só de setembro, é do ano inteiro e arrasta-se no tempo.


Uma das medidas para minimizar o problema é a possibilidade de as escolas chamarem diariamente professores para substituir docentes em falta

Os estudantes do ensino secundário só começam as aulas no dia 21 de setembroEste novo mecanismo arranca a 18 de setembro, alguns dias antes de os alunos do ensino secundário regressaram às suas escolas.

Este ano, por causa dos problemas registados na classificação digital dos exames nacionais, o Ministério adiou por alguns dias o inicio das aulas dos alunos mais velhos.

Outra das novidades deste novo ano letivo é o alargamento até ao 9.º ano da proibição do uso de `smartphones` nos recreios, uma decisão que teve por base um estudo que mostrou que nas escolas sem telemóveis havia mais socialização e menos indisciplina.

Algumas escolas do 9.º ano já tinham aderido à proibição. As que precisam de criar condições têm até ao final de dezembro para se prepararem para a nova regra, que terá de ser aplicada em todas as escolas do básico apartir de janeiro de 2027.

 

c/Lusa

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