País
COVID-19
Aumento de casos de covid-19 em Portugal devido a subvariante da Ómicron
Na semana passada, as autoridades de saúde pública a nível mundial confirmaram que foram detetados cerca de 3,3 milhões de casos de covid-19, o número mais baixo desde que no início de novembro irrompeu a variante Ómicron, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, em contraste com a situação epidemiológica global, Portugal registou um novo pico de infeções e mortes covid devido à subvariante BA.5 da Ómicron.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde confirmou 26.848 novos casos e 47 mortes por covid-19 – o maior número diário desde 17 de fevereiro, quando se registaram 51 mortes. Mas, de acordo com o relatório da OMS, na semana passada registou-se a nível mundial uma diminuição de três por cento da mortalidade face aos sete dias anteriores.
“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano”, avançou o documento, que associou essa situação ao “aumento da mortalidade específica por covid-19”.
Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico e que integra o grupo de trabalho de acompanhamento da pandemia, estima que os “internamentos em enfermaria e cuidados intensivos e os óbitos vão manter-se elevados até 25 de junho”, uma vez que o país terá atualmente umas 200 mil pessoas infetadas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.455 pessoas morreram de covid-19 quando o Portugal entrou na sexta vaga da pandemia, entre abril e maio.
Numa altura em que a maioria dos países europeus já praticamente não têm restrições e medidas de contenção da transmissão do SARS-CoV-2, os dados das autoridades portuguesas contrastam com os das situações pandémicas em França, na Alemanha, no Reino Unido e em Espanha, onde as taxas de infeção e mortalidade vêm diminuindo ao longo dos últimos dois meses.
“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano”, avançou o documento, que associou essa situação ao “aumento da mortalidade específica por covid-19”.
Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico e que integra o grupo de trabalho de acompanhamento da pandemia, estima que os “internamentos em enfermaria e cuidados intensivos e os óbitos vão manter-se elevados até 25 de junho”, uma vez que o país terá atualmente umas 200 mil pessoas infetadas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.455 pessoas morreram de covid-19 quando o Portugal entrou na sexta vaga da pandemia, entre abril e maio.
Numa altura em que a maioria dos países europeus já praticamente não têm restrições e medidas de contenção da transmissão do SARS-CoV-2, os dados das autoridades portuguesas contrastam com os das situações pandémicas em França, na Alemanha, no Reino Unido e em Espanha, onde as taxas de infeção e mortalidade vêm diminuindo ao longo dos últimos dois meses.
Subvariante da Ómicron
Esta semana, o INSA revelou no relatório semanal que a frequência da linhagem BA.5, que apresenta uma maior capacidade de transmissão, continua a aumentar em Portugal, sendo agora responsável por 87 por cento das infeções no país.
Detetada pela primeira vez entre o final de março e o início de abril, a BA.5 "tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, sendo dominante em Portugal, com uma frequência relativa estimada de 87 por cento ao dia 30 de maio”, adianta o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Recorde-se que a variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada de preocupante pela OMS, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”. Entre essas linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.
Detetada pela primeira vez entre o final de março e o início de abril, a BA.5 "tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, sendo dominante em Portugal, com uma frequência relativa estimada de 87 por cento ao dia 30 de maio”, adianta o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Recorde-se que a variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada de preocupante pela OMS, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”. Entre essas linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.
Esta subvariante tem sido dominante também em países como a Alemanha e a Espanha, não estando, no entanto, a levar a grandes alterações no número de novas infeções, mortes ou internamentos.
“A variante muito infecciosa BA.4/BA.5 também está aqui”, disse o ministro alemão da Saúde, Karl Lauterbach, no Twitter. "Pode haver uma nova vaga no Outono".
Segundo o relatório do INSA, há ainda "uma nova sub-linhagem a emergir e sabemos que estamos expostos a estas circunstâncias”, citou a ministra da Saúde esta semana.
“Portugal, em termos da Europa, é o país que provavelmente estará com maior prevalência desta sub-linhagem e isso justifica em parte os números elevados que estamos a ter”, apontou Marta Temido, recordando que “o uso da máscara deixou de ser legalmente obrigatório mas não deixou de ser recomendação”.
“Portugal, em termos da Europa, é o país que provavelmente estará com maior prevalência desta sub-linhagem e isso justifica em parte os números elevados que estamos a ter”, apontou Marta Temido, recordando que “o uso da máscara deixou de ser legalmente obrigatório mas não deixou de ser recomendação”.