Autarca acusa EDP de adiar medidas que permitem poupar na iluminação pública

Benavente, 18 jan (Lusa) - O presidente da Câmara de Benavente (CDU) acusou a EDP de adiar a implementação de medidas que permitem diminuir os custos da iluminação pública, depois de a empresa ter assumido o compromisso de aplicar as alterações apresentadas para a autarquia.

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"Foram georreferenciadas em cartografia todas as lâmpadas que gostaríamos de ver suprimidas e pedidas as alterações dos PT [postos de transformação], para que pudéssemos poupar meia hora ao anoitecer e uma hora antes do nascer do sol. Com estas medidas, poderíamos poupar energia necessária para fazer face ao acréscimo do IVA em 17 por cento", explicou à Lusa António José Ganhão.

O autarca lamentou que após a reunião de novembro entre as partes "nada tenha sido feito pela EDP", apesar de a empresa ter dito que a execução seria de "resolução rápida". Ganhão lembrou que a elétrica nacional até elogiou o trabalho do município, "o primeiro que uma câmara estava a apresentar com todo o rigor, com plantas e com identificações".

Contactada pela Agência Lusa, a EDP informou que "já reprogramou os relógios que controlam o acender e o desligar das luzes, em todos os postos de transformação, de acordo com o horário pedido pela autarquia".

Quanto à supressão das lâmpadas dos candeeiros, identificadas e solicitadas pelo município, a empresa referiu que essa intervenção "terá início durante esta semana e estará concluída até ao final do mês", uma vez que terá de ser feita "lâmpada a lâmpada".

Segundo o autarca de Benavente, "é tempo de pedir, com caráter de urgência, uma reunião com o diretor do Centro de Distribuição da EDP Santarém e solicitar explicações". Com a subida do IVA e sem as alterações pedidas efetuadas, "não vamos ter uma diminuição de custos", salientou António José Ganhão.

O presidente acrescentou que, até agora o município de Benavente "não tinha nenhuma razão de queixa da EDP de Santarém", mas o tipo de relacionamento poderá ter que mudar.

"Há relações que têm sido corretas e até privilegiadas e que não deviam ser afetadas por critérios de uma gestão que parece querer aumentar a fatura da câmara em vez de a diminuir, como é a nossa vontade e necessidade", criticou Ganhão.

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