Autarca de Esposende apela a reforço da restinga, cuja erosão põe cidade em perigo
O presidente da Câmara de Esposende exigiu hoje ao Ministério do Ambiente o reforço imediato da restinga do rio Cávado, sublinhando que o seu progressivo desaparecimento poderá "colocar em perigo toda a cidade".
Em carta enviada àquele Ministério, o autarca, João Cepa, sublinha que a restinga, o banco de areia que protege a costa do avanço do mar, perdeu, este fim-de-semana, "umas largas dezenas de metros", o que poderá também "criar impactes muito negativos" no estuário do rio.
Em Novembro de 2005, João Cepa já tinha alertado para este problema, solicitando ao Ministério a disponibilização de meios financeiros ao Instituto de Conservação da Natureza para que este efectuasse "de imediato" uma intervenção de reforço da restinga.
Cepa diz que recebeu a garantia de que esses meios seriam disponibilizados logo no início de 2006, mas "os responsáveis do Instituto de Conservação da Natureza continuam a dizer publicamente que aguardam autorização da tutela para avançarem com o processo de reforço da restinga".
"Se em Novembro a situação já era preocupante e justificava uma intervenção urgente no cordão dunar que defende a cidade de Esposende, este fim-de-semana a situação agravou-se. Com o mau tempo e as marés vivas, desapareceram mais umas largas dezenas de metros da restinga", refere o presidente da Câmara.
Na carta enviada ao ministro Francisco Nunes Correia, o autarca anexou uma fotografia onde é visível a erosão na restinga.
"A cidade de Esposende possui na restinga de Ofir uma barreira de protecção relativamente à intrusão do mar, pelo que a erosão a que tem sido sujeita tem tido um acompanhamento sistemático por parte da autarquia e outros actores locais com responsabilidade na matéria", salienta João Cepa.
O autarca exige o reforço da restinga com areia dragada, "à semelhança do que foi feito num passado recente".