Autarca quer que Governo decrete estado de calamidade pública para o concelho de Tavira
Cachoupo, 20 jul (Lusa) -- O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, apelou hoje ao Governo para decretar o estado de calamidade pública no concelho devido ao incêndio que está a lavrar desde as 14:00 de quarta-feira.
"Espero que o Governo olhe bem para isto e decrete a calamidade pública para o concelho de Tavira. O que aconteceu é muito grave e quando amanhecer vamos ver uma faixa importantíssima do concelho negra", afirmou o autarca em declarações à agência Lusa junto ao posto de comando móvel da Autoridade Nacional de Protecção Civil, que está instalado no Cachoupo.
Jorge Botelho disse não compreender como o fogo alastrou desde a zona de Cachoupo, depois de ter deflagrado em Catraia, até "à entrada de Tavira, muito perto da Via do Infante (A22)".
"Para termos uma ideia da calamidade são muitos proprietários, muita economia e é um concelho queimado", constatou o autarca, precisando que em causa estão áreas de sobreiros, pinheiros, eucaliptos e zonas de caça.
Jorge Botelho diz que foi "todo um sustento de uma população que foi transformado num braseiro".
De acordo com o responsável, toda a operação foi coordenada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, tendo a Câmara colocado todos os meios que tinha à sua disposição.
"Quem coordenou todos os trabalhos, todos os homens, meios aéreos [durante o dia estiveram oito aeronaves no teatro de operações] foi a Autoridade Nacional de Protecção Civil e parece-me incompreensível como este fogo chegou a Tavira", observou.
O autarca frisou que o incêndio é "uma autêntica calamidade" e apelou ao Governo para decretar o estado no concelho.