Autarcas e empresários de Setúbal querem Escola de Hotelaria e Turismo financiada pelo QREN

A Câmara de Setúbal defendeu a inclusão da futura Escola de Hotelaria e Turismo do concelho nos investimentos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007/2013), para corresponder às necessidades de formação dos empreendimentos turísticos da região.

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"Acreditamos que o nosso concelho (Setúbal) reúne todas as condições para a instalação deste equipamento fundamental para responder aos desafios que começam a ser colocados pelos projectos turísticos em curso ou planeados para a região", afirmou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira.

"A cidade está no centro geográfico de uma profunda alteração que se vai operar no sector turístico da região nos próximos anos", justificou a autarca comunista, depois de lembrar que os empreendimentos previstos para a região "Vão aumentar a oferta, de cinco mil para 40 mil camas turísticas, num raio de dez quilómetros em redor de Setúbal".

De acordo com a autarca setubalense, a nova escola deverá ser construída no `campus` do Instituto Politécnico de Setúbal ou na zona ribeirinha de Setúbal, onde se inclui o antigo "Quartel do 11", uma das localizações possíveis para aquele equipamento educativo.

A Câmara de Setúbal ainda não dispõe de um orçamento para a futura Escola de Hotelaria e Turismo, mas sabe-se que o projecto de 1999 apontava para um custo global de cerca de 12,5 milhões de euros.

Maria das Dores Meira falava aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta com o presidentes da Associação de Municípios de Setúbal, Alfredo Monteiro, Associação Empresarial (AERSET), António Capoulas, Agência de Desenvolvimento Regional (CDR), Fernando Travassos, e o vice-presidente da Região de Turismo Costa Azul (RTCA), Ezequiel Lino.

O presidente da Associação de Municípios de Setúbal, Alfredo Monteiro, garantiu que "há dinheiro disponível" para a construção da nova escola e mostrou-se esperançado numa resposta positiva do governo, atendendo a que a nova Escola de Hotelaria e Turismo é uma reivindicação de todas a região.

"Esperamos que a região de Setúbal não volte a ser discriminada, como foi nos últimos anos, no âmbito do III QCA e nos investimentos previstos em PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central)", disse.

"O nosso objectivo é mostrar que há projectos, faltam é respostas", acrescentou o presidente da AMRS, lembrando que há um protocolo para a construção da nova escola, que foi assinado em 1999 com a CCDRLVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo), mas que ainda não foi cumprido.

O presidente da Associação Empresarial da Região de Setúbal (AERSET), António Capoulas, que também defende a construção da Escola de Hotelaria e Turismo, considera que "oito anos depois da assinatura do protocolo, é a altura de convidar as entidades decisoras a avançar com o projecto".

Segundo dados revelados pelo vice-presidente da Região de Turismo Costa Azul, Ezequiel Lino, que salientou a importância da formação profissional na actividade turística, a Costa Azul deverá ter este ano um aumento de 5 a 6 por cento em relação às 765.000 dormidas registadas em 2006, prevendo-se um volume de receitas entre os 37 e os 38 milhões de euros.

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