Autarquia da Batalha contra encerramento de farmácia e posto de medicamentos
A Câmara Municipal da Batalha manifestou-se hoje contra a autorização dada pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) ao encerramento da farmácia existente na freguesia da Golpilheira e consequente transferência do estabelecimento para outra localidade.
Segundo a autarquia, esta autorização, sem que tivesse sido primeiro acautelada a instalação de uma nova farmácia na localidade, "não salvaguarda o interesse dos habitantes da Golpilheira", nem "se coaduna com uma política de salvaguarda no que toca à qualidade do serviço de assistência farmacêutica".
O executivo presidido por António Lucas (PSD) opõe-se também à possibilidade de, em substituição da farmácia a encerrar, ser disponibilizado um "Posto Móvel" de venda de medicamentos, porque, segundo a autarquia, "ninguém sabe o que são [os postos móveis], nem que serviços podem prestar".
A Câmara da Batalha critica ainda "a intenção do Infarmed de terminar com os Postos de Medicamentos a nível nacional, criando com esta alteração um vazio na freguesia de Reguengo do Fetal".
Esta freguesia dista cerca de sete quilómetros da vila da Batalha e vinte de São Mamede, não sendo servida por uma rede de transportes públicos que assegure as deslocações da população à sede de concelho.
Face a estas duas situações, o presidente da autarquia já recorreu à Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, procurando que esta entidade intervenha junto do Infarmed, para impedir o encerramento da farmácia da Golpilheira e do posto de medicamentos do Reguengo do Fetal.