Aves aquáticas a partir de hoje na mira dos caçadores

Os patos, os galeirões e as galinhas d`água vão estar a partir de hoje na mira dos caçadores, com a época de caça a estas aves aquáticas a prolongar-se até 21 de Janeiro de 2007.

Agência LUSA /

Segundo o calendário venatório para a época de caça 2006/2007, definido pelo Ministério da Agricultura, hoje abre a caça às aves aquáticas - pato (pato-real, marrequinha, frisada, marreco, arrabio, pato-trombeteiro, piadeira, zarro-negrinha), galeirão e galinha d`água - e à codorniz, mas esta espécie apenas pode ser caçada até 26 de Novembro.

Cada caçador pode abater diariamente dez codornizes e cinco galinhas d`água. No caso dos patos e galeirões, o limite máximo diário de abate é de dez no conjunto das duas espécies.

O Ministério da Agricultura adverte que "a caça ao pato, pelo processo de espera, é permitida desde o crepúsculo da manhã (uma hora antes do nascer do sol) até ao crepúsculo da noite (uma hora depois do pôr do sol), quando exercida até cem metros dos planos de água".

A propósito da abertura da época de caça às aves aquáticas, a associação ambientalista Quercus promove hoje um alerta para os riscos decorrentes do uso de munições na caça em zonas húmidas, considerando-o "um problema preocupante", que pode ter consequências "nas espécies e na própria alimentação humana".

Com o objectivo de contestar o uso de munições com chumbo na caça, principalmente em zonas húmidas, a Quercus vai realizar, durante o dia, uma acção de protesto na Lagoa de Melides, em Grândola.

Em Portugal, existem 297 mil titulares de carta de caçador, dos quais 107 mil estão inscritos em zonas de caça associativa, segundo dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais (DGRF).

Segundo a DGRF, foram emitidas 103.905 licenças de caça nacional e mais 78.489 regionais. Ou seja, mais de 182 mil caçadores estão licenciados para dar ao gatilho.

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