Baptista Romão é "boa escolha", diz antecesssor

Espinho, 29 Fev (Lusa) - O director demissionário da PJ/Porto, Vítor Guimarães, considerou hoje, em Espinho, que a indicação do magistrado Baptista Romão para o substituir no cargo é "uma boa escolha" mas escusou-se a fazer mais comentários sobre o processo da sua substituição.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"É um excelente colega, que conheço há muitos anos. É uma boa escolha", afirmou Vítor Guimarães, em declarações à agência Lusa, à entrada para um jantar de homenagem no Casino de Espinho.

Questionado sobre o processo da sua substituição, Vítor Guimarães, que se manterá em funções até à posse de Baptista Romão, escusou-se a comentar, alegando que se trata de uma questão da competência do "poder político".

Vítor Guimarães frisou, no entanto, que não foi forçado a apresentar a sua demissão, assegurando que sai do cargo que ocupava desde 22 de Junho de 2005 "com a alma limpa, satisfeito e feliz".

"Não fui forçado a demitir-me. Demiti-me na altura que considerei ser própria", afirmou, acrescentando que a próxima aprovação da Lei Orgânica da Polícia Judiciária aconselha a que o novo director da PJ/Porto já esteja em funções nessa altura.

"É de toda a importância que o colega que me vai substituir apanhe a nova lei orgânica logo no seu início", frisou.

Vítor Guimarães recusou ainda a existência de algum conflito entre a PJ e o Ministério Público que tivesse originado a sua demissão do cargo e esclareceu que o inquérito interno que solicitou se destina a permitir que "tudo seja apurado e não haja qualquer dúvida" sobre a actuação da PJ/Porto.

"Pedi o inquérito devido a factos propalados por alguma comunicação social, que levantou dúvidas quanto à legalidade democrática de alguns actos praticados pela PJ do Porto", frisou.

PUB